37ª EDIÇÃO FESTIVAL DE TEATRO DO SEIXAL 13 NOVEMBRO A 5 DEZEMBRO

Written by on 13/11/2020

A 37.ª edição do Festival de Teatro do Seixal tem a participação de 11 companhias teatrais e igual número de peças, na sua maioria de entrada livre.

O programa é descentralizado e leva o teatro a todas as freguesias do concelho, com actuações no Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal e Cinema S. Vicente, mas também no Espaço Animateatro, Sociedade Filarmónica Operária Amorense, Associação de Amigos do Pinhal do General, Sociedade Filarmónica União Arrentelense, Associação de Moradores dos Redondos e Ginásio Clube de Corroios.

Com uma longa tradição no concelho, o festival assume este ano a responsabilidade de afirmar o futuro do teatro com um conjunto de estreias, dramaturgias e companhias jovens e a abordagem de temas direcionados a todos os públicos, de todas as idades.

O Mundo É Redondo

13 de novembro, sexta-feira, 20.30 horas

Ar de Filmes/Teatro do Bairro (Lisboa)
Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal
M/ 12 anos

«O Mundo É Redondo» foi escrito pela norte-americana Gertrude Stein. A protagonista é Rose, uma criança que pretende subir uma montanha para se sentar no topo. Como começou a falar há pouco tempo, tem dificuldade em expressar-se, mas questiona-se sobre a sua identidade, sobre as nuances da linguagem e como a realidade se constrói a partir dela.
Para preservar a qualidade da obra, a peça é bilíngue. A tradução de Luísa Costa Gomes explora os conceitos de identidade, com jogos de palavras e sons inusitados, respeitando a originalidade rítmica e poética do texto. 

Era Uma Vez…Ou Lá o Que É Que É

15 de novembro, domingo, 10.30 horas

Teatro Extremo (Almada)
Associação de Moradores dos Redondos
M/ 6 anos

Esta criação coletiva é inspirada em histórias amplamente conhecidas pelo grande público e apresenta-nos os sugestivos Capuchinho de Nariz Vermelho, Branca de Neve e os Sete Clowns, a Clown Adormecida, o Clown Feio, o Clown das Botas, a Clown Cinderela, entre outras. Desenvolvido na técnica do clown moderno, o espetáculo procura, através da ingenuidade, espontaneidade e imaginação, equacionar as inquietações do público contemporâneo de todas as idades.

Isto É…

18 de novembro, quarta-feira, 21 horas

O Grito (Seixal)
Sociedade Filarmónica Operária Amorense
M/ 12 anos

Uma mulher vai a uma pizaria e, para sua surpresa, todos os funcionários sabem o que ela pode ou não comer, pois um novo sistema informático foi implantado. Um sujeito da classe média-alta vai a um consultório de psicanálise com o intuito de resolver conflitos ligados a uma crise de identidade. No entanto, é submetido a uma consulta não muito ortodoxa. Marlene anuncia a separação a Alberto. A partir daí, inicia-se uma estranha conversa… 

Atalhos, Ou sobre o Caminho Mais Comprido entre Dois Pontos

20 de novembro, sexta-feira, 21 horas

Teatro do Vestido (Lisboa)
Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal
M/ 12 anos

Cinco jovens percorrem a memória de alguns acontecimentos que têm surgido nos jornais ao longo dos últimos anos, para falarem deles próprios e pedirem explicações pelo que não compreendem. Procuram respostas. O caminho que escolheram é o mais longo, porque demora sempre mais ir ao cerne das coisas do que passar por cima do que não se compreende. Mas, afinal, encontram-se no confinamento dos seus quartos, das suas casas, que são os seus universos. A solidão muda-nos? Quem somos perante a ausência dos outros?

Não Se Ganha, Não Se Paga

26 de novembro, quinta-feira, 20.30 horas

Teatro Ubu Produção Arte33 (Almada)
Ginásio Clube de Corroios
M/ 12 anos

Da autoria do ator e dramaturgo italiano Dario Fo e com encenação de Ana Nave, a peça começa com uma grande agitação social como pano de fundo. Duas famílias tentam encontrar forma de contornar a situação de crise em que vivem, garantindo a sobrevivência. Os acontecimentos precipitam-se numa sequência delirante. A fome não morre, os valores confundem-se e a revolução começa no coração de cada um. 

A…guardando

27 de novembro, sexta-feira, 21 e 21.45 horas 

Animateatro (Seixal)
Espaço Animateatro
M/ 12 anos

Desenvolvida em coletivo por Cláudia Palma, Filipa Matta, João Ascenso, Lina Ramos e Patrícia Ricardo, «A…guardando» é uma performance que tem como ponto de partida as diferentes dimensões do tempo: como espera na melancolia (passado), como elemento condicionante de desejos (presente) e como expectativa veloz (futuro). 

A Família Invisível

3 de dezembro, quinta-feira, 21 horas

Teatro Fusão (Seixal)
Cinema S. Vicente
M/ 16 anos

Todos os dias seguimos apressados para o trabalho. Atarefados com o que temos para fazer. Pressionados com o que deixamos em casa. Sorrimos todos os dias para não deixar que se veja que estamos preocupados, que precisamos de vícios e escapes para não enlouquecer. «A Família Invisível» é uma «visita de estudo» a uma dessas famílias com pessoas que deixaram de o ser. 

A Força do Hábito

4 de dezembro, sexta-feira, 20.30 horas

Teatro das Beiras (Covilhã)
Sociedade Filarmónica União Arrentelense
M/ 12 anos

Da autoria de Thomas Bernhard, «A Força do Hábito» conta a história de um diretor de um circo decadente que obriga os artistas a ensaiarem a peça musical «A Truta», da autoria de Franz Schubert. Subjugados pelas exigências sufocantes do diretor, os artistas não conseguem corresponder devido à sua própria falta de talento musical e ao autoritarismo do diretor. 

Anastácia & Companhia – Modas e Confeções

6 de dezembro, domingo, 10.30 horas

Pé de Palco (Seixal)
Associação de Amigos do Pinhal do General
M/ 12 anos

Da autoria do jornalista e escritor português Eduardo Schwalbach Lucci, a dramatização conta a história de D. Anastácia, uma modista que esperou 40 anos por um antigo namorado. Um dia, o antigo namorado regressa e aloja-se em casa da irmã, D. Felismina, que o deseja para noivo da sua filha Felisbela, por se tratar de um homem muito rico. Deste modo, o tão desejado regresso acabará por originar a confusão no seio desta família. 

O Sr. Ibrahim e as Flores do Corão

11 de dezembro, sexta-feira, 20.30 horas

Teatro Meridional (Lisboa)
Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal
M/ 12 euros

A peça escrita pelo belga Eric-Emmanuel Schmitt, com a encenação de Miguel Seabra, fala sobre a escolha de caminhos, a tolerância perante a diferença e a importância da amizade. Estas mudanças tomaram rumo nos anos 1960, em Paris, e apresenta-nos um rapaz judeu, Momo, que cria uma amizade com o velho merceeiro árabe, da rua Bleu. Porém nada é o que parece: o Senhor Ibrahim, o merceeiro, não é árabe, a rua Bleu não é azul e o rapazinho talvez não seja judeu. 

A Pulga atrás da Orelha

18 de dezembro, sexta-feira, 20.30 horas

Teatro da Terra (Seixal)
Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal
M/ 12 anos

A peça do dramaturgo francês George Feydeau chega ao Auditório Municipal com a encenação de Maria João Luís. Nesta atuação, o Teatro da Terra presenteia o público com uma sátira social ao casamento e à vida da burguesia parisiense do início do século XX. Raymonde Chandebise, depois de viver durante anos num casamento feliz, começa a desconfiar do marido, Victor Emmanuel, e decide testá-lo marcando um encontro num hotel com uma admiradora fictícia. A peça desenrola-se num carrossel de equívocos, encontros, desencontros e coincidências improváveis, características clássicas do vaudeville.


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