“PRÉMIO A ARTE CHEGOU AO COLOMBO”

Written by on 01/10/2020

Candidaturas entre 1 e 30 Outubro. Um desafio a todos os artistas emergentes para criarem uma obra sob a temática “O Impacto da Pandemia Covid-19”, com 20.000 euros de prémio

“A Arte Chegou ao Colombo” é um programa de arte pública do Centro Colombo que, ao longo dos últimos anos, tem contribuído para a democratização da arte e da cultura através da organização de exposições de arte de qualidade em espaços públicos.

Em 2020, o programa “A Arte Chegou ao Colombo” comemora os seus 10 anos de existência.

Devido à pandemia Covid-19 que estamos a viver, o Centro Colombo pretende iniciar um novo ciclo, através da criação de um projeto de apoio ao setor artístico em Portugal, mediante a criação de um Prémio de Arte, dando assim um novo impulso à criação de arte contemporânea e um sinal positivo à sociedade numa fase de grande incerteza económica.

O “Prémio A Arte Chegou ao Colombo” é um prémio de aquisição, promovido pelo Centro Colombo e co-organizado pela State of the Art. As obras de arte vão ser avaliadas por um Júri constituído pelos representantes dos parceiros do Prémio: a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, a Fundação D. Luís I, o Museu Coleção Berardo e o Museu Nacional de Arte Antiga e, ainda, um representante da Sonae Sierra.

O objetivo principal é incentivar os artistas participantes a criar uma obra de arte cujo denominador comum seja “o impacto da pandemia Covid-19”.

O Prémio tem periodicidade anual e pretende ter continuação, mesmo após a crise provocada pela pandemia Covid-19.

Destina-se a artistas emergentes, maiores de 18 anos, de forma individual ou organizados em grupo, portugueses ou residentes em Portugal.

As candidaturas deverão ser submetidas em formato digital, mediante o preenchimento e envio do formulário de candidatura. Após a aprovação da candidatura e posterior avaliação técnica, realizada pelos organizadores, o Júri selecionará até 10 trabalhos, que serão divulgados no referido sítio da internet, nas redes sociais do Centro Colombo, assim como numa exposição de finalistas a decorrer em 2021.

Tratando-se de um Prémio de aquisição, a obra vencedora será anualmente doada pelo Centro Colombo a um dos parceiros institucionais, parceiro esse que poderá acolher, também, a exposição dos finalistas.

De entre os candidatos finalistas, será eleito um vencedor, cujo trabalho seja considerado uma proposta criativa e inovadora no contexto nacional e internacional.

O público terá a oportunidade de votar na sua proposta finalista favorita através do sítio da internet. Através da votação pública, apurar-se-á a proposta mais votada que terá um peso de 40% no apuramento do resultado final. O voto do júri terá um peso de 60% no apuramento do resultado final. A proposta com mais votos será considerada vencedora do Prémio.

Cada finalista selecionado, individual ou coletivo, receberá uma verba de € 1.000 (mil euros), acrescidos de IVA, para apoio à produção do trabalho e sua apresentação na exposição de finalistas.

O vencedor do Prémio receberá uma verba de €20.000 (vinte mil euros), acrescidos de IVA, na contraentrega da sua obra de arte ao Centro Colombo, conforme estipulado em regulamento.

Cronograma
1 a 30 de outubro Apresentação de candidaturas:
Início – 01 out. 2020, 00h01 GMT
Fim – 30 out. 2020, 24h GMT.
15 de novembroAnúncio das 10 propostas finalistas
15 a 30 de novembroPeríodo de votação pública
10 de dezembroAnúncio do vencedor
Em data a definirExposição de finalistas

Júri

JOAQUIM OLIVEIRA CAETANO

Diretor do Museu Nacional de Arte Antiga

Joaquim Oliveira Caetano nasceu em Beja em 1962. É doutorado em História da Arte e conservador da Coleção de Pintura no Museu Nacional de Arte Antiga, onde começou a trabalhar em 1991. Foi diretor do Museu de Évora e é atualmente diretor do Museu Nacional de Arte Antiga.  É autor de dezenas de artigos e livros sobre história da arte portuguesa e europeia, sobretudo acerca da pintura do período moderno, e foi comissário de várias exposições em Portugal e em Espanha.

MARINA BAIRRÃO RUIVO

Diretora e Curadora da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva

Marina Bairrão Ruivo (1962) é licenciada em Escultura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (1985) e Mestre em História da Arte Contemporânea pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1990). A sua dissertação de Mestrado sobre a obra de BERNARDO MARQUES (1898-1962) foi publicada pela Editorial Presença, em 1993. Foi bolseira da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica. Foi assessora para a Coleção de Arte Contemporânea da Portugal Telecom, de 1996 a 2007. Desde 1993 que trabalha como Conservadora na Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, tendo sido nomeada Diretora em 2008. Tem comissariado e colaborado em exposições nacionais e internacionais sobre Arpad Szenes e Vieira da Silva.

RITA LOUGARES

Diretora Artística da Fundação de Arte Moderna e Contemporânea – Museu Coleção Berardo

Licenciada em história, com pós-graduação e mestrado em Conservação e Museologia. Desde março de 1993, desempenhou o cargo de Conservadora no Centro Cultural de Belém em Lisboa, primeiro no Centro de Exposições e a partir de 1 de Junho de 2007, com a cedência deste espaço à Coleção Berardo, no Museu Coleção Berardo. Em abril de 2018 foi nomeada Diretora do Museu Coleção Berardo. Nestes últimos 25 anos adquiriu e desenvolveu uma experiência profissional apreciável em museologia, nomeadamente nas áreas de conservação, produção e organização de exposições de arte moderna e contemporânea, na coordenação de equipas e projetos, bem como em muitas outras áreas ligadas à gestão de um museu. Realizou inúmeros projetos de curadoria ligados ao acervo da Coleção Berardo. Durante este longo período teve igualmente oportunidade de estabelecer contacto com inúmeros artistas e instituições, nacionais e estrangeiras. Teve oportunidade de viajar e estabelecer contactos e parcerias com diversas instituições internacionais.

SALVATO TELES DE MENEZES

Presidente do Conselho Diretivo e Administrador-Delegado da Fundação D.  Luis I

Licenciado em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, obtém posteriormente o doutoramento nos Estados Unidos em English Studies. Co-fundador e director do Festival Internacional de Cinema de Troia, adjunto da Coordenadora do Secretariado Nacional para o Audiovisual, Vice-Presidente e Presidente do Instituto Português da Arte Cinematográfica e Audiovisual. Foi membro do Conselho de Opinião da RTP, adjunto do Secretário de Estado da Cultura (2003-2004). Fez parte de vários Júris da Associação Portuguesa de Escritores, do Internacional do Festival de Cinema de Istambul, do Festival de Cinema Jove de Valência, do Festival de Cinema Latino de Chicago. Atualmente, é Presidente do Conselho Diretivo e Administrador-Delegado da Fundação D. Luís I, sendo ainda membro do Consejo Asesor da Fundación Duques de Soria. Autor de vários livros de ensaio e de poesia, traduziu obras, por exemplo, de Jorge Luis Borges, Vargas Llosa, J. D. Salinger, Javier Marías, Th. Pynchon, V. Nabokov, W. Burroughs, Cabrera Infante, Foster Wallace e S. Bellow.

SÓNIA DA ROCHA

Public Art Program Manager da Sonae Sierra

Sónia Santos da Rocha nasceu no Porto em 1976. Licenciada em Relações Internacionais Económicas e Políticas, na Universidade do Minho (1998), diplomada com o Master Business Administration (MBA), com especialização em Sistemas de Informação, pelo Instituto de Estudos Superiores Financeiros e Fiscais, em Valadares (2002), pós-graduada em Gestão das Artes e Mestre em Arte Contemporânea, pela Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa (2010), cuja tese – Arte Pública em Centros Comerciais – Responsabilidade Cultural Corporativa & Programação Artística- se encontra publicada desde 2013. Participou no Colóquio Internacional sobre Arte Pública e Participação Cidadã com a comunicação Arte Pública em Centros Comerciais. Foi oradora no IV Congresso Português de História da Arte, com a comunicação Financiamento da Arte Pública com Capital Privado. No final de 2001, entrou para a Sonae Sierra, empresa especialista na gestão de centros comerciais, sendo atualmente Diretora Adjunta de Centros Comerciais. Em junho de 2020 doutorou-se em Estudos do Património com a seguinte Tese: A Patrimonialização das Grandes Áreas Comerciais, Estudo Histórico-Reflexão Teórica- Programação artístico-cultural.

EMÍLIA FERREIRA

Diretora do Museu Nacional de Arte Contemporânea

(Lisboa, 1963) Licenciada em Filosofia (FLL), é mestre e doutora em História da Arte Contemporânea (FCSH/NOVA)), com a tese Lisboa em Festa. A exposição retrospetiva de Arte Ornamental Portuguesa e Espanhola, 1882. Antecedentes de um Museu (Caleidoscópio/DGPC, 2017). Investigadora integrada do IHA/FSCH/NOVA e investigadora associada ao projeto Social Sciences and Humanities Research Council, University of Victoria, British Columbia, Canada. Colaboradora da Fundação Calouste Gulbenkian, desde 1997, e curadora desde 1998, integrou a equipa da Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea, de 2000 a 2017, como programadora, curadora e educadora. Historiadora de Arte, é também docente, conferencista e autora de ficção. Em 2017, foi nomeada diretora do Museu Nacional de Arte Contemporânea. Tem dezenas de livros publicados, e centenas de textos de catálogo com investigação sobre museus, educação pela arte, arte e artistas portugueses, entradas de dicionários, e capítulos de livros nacionais e internacionais sobre temas de arte. Publicou, ainda (em co-autoria com Cristina Gameiro), os 10 volumes Arte Moderna e Contemporânea: A minha primeira coleção, primeira coleção portuguesa sobre o tema destinada ao público infanto-juvenil (2014).

Embaixadora

JOANA VASCONCELOS

Nascida em 1971, Joana Vasconcelos é uma artista contemporânea portuguesa, mundialmente reconhecida pelas suas obras monumentais. Com uma prática de 25 anos que vai da escultura arquitetónica à técnica do desenho, tem deixado a sua marca um pouco por todo o globo. O reconhecimento internacional chegou em 2005 com a Bienal de Veneza, foi a primeira portuguesa com uma mostra individual no Guggenheim de Bilbau e a mais jovem artista de sempre a expor no Palácio de Versalhes. Através da descontextualização de objetos do quotidiano, Joana Vasconcelos reflete de forma crítica – com ironia e humor – sobre questões como o estatuto da mulher, a sociedade de consumo ou a identidade coletiva. Joana Vasconcelos foi a primeira artista que colaborou com o projeto “A Arte Chegou ao Colombo” em 2011 (ver edição aqui).

Tendo sido a primeira participante de ‘A Arte Chegou ao Colombo’, com o “Coração Independente” há dez anos atrás, e tendo visto todos os artistas, e sobretudo jovens artistas, a participar e criar peças fantásticas para o espaço público da Praça Central; é para mim uma honra participar como embaixadora neste novo ciclo que tem por objetivo precisamente descobrir e valorizar novos talentos.

FAQs

Quando posso candidatar-me?

As candidaturas iniciam-se no dia 1 de outubro de 2020 pelas 00h01 e terminam às 24h GMT do dia 30 de outubro de 2020.

Quem se pode candidatar?

O “Prémio A Arte Chegou ao Colombo” destina-se a artistas emergentes, maiores de 18 anos, de forma individual ou organizados em grupo. Podem participar cidadãos portugueses ou residentes em Portugal.

Existe algum fee de participação?

Não, a candidatura é gratuita.

É possível apresentar mais do que uma proposta?

Não. Cada candidato só pode apresentar uma proposta.

Posso candidatar-me individualmente e em grupo?

Sim, desde que não seja o responsável pela proposta do grupo. Cada proposta é associada a um número de contribuinte.

Como me candidato?

A proposta terá de ser submetida em formato digital no sítio da internet, na secção “Participar”. É necessário efetuar o registo, preencher o formulário e fazer o upload da proposta (num máximo de 15MB).

A organização pode recusar propostas?

Sim, sempre que haja falhas no preenchimento da candidatura, que a candidatura não cumpra os requisitos em regulamento ou que a proposta apresente conteúdos inadequados.

Quais os requisitos para as propostas?

As propostas têm de obedecer à temática do Prémio, bem como aos requisitos de originalidade, criatividade, autoria e licitude descritos no Regulamento.

Como é feita a seleção das candidaturas?

A seleção dos 10 finalistas é realizada pelo Júri. O vencedor será a proposta mais votada pelo público e pelo júri, com um peso respetivo de 40% e 60% no apuramento do resultado final.

Como posso votar?

Online, no sítio entre 15 e 30 de novembro de 2020. Cada pessoa pode votar 1 vez em cada proposta.

Quando posso votar?
A votação do público estará aberta entre 15 de novembro de 2020 e 30 de novembro de 2020.

O que recebem os finalistas?

Os finalistas do Prémio terão direito a uma verba monetária no valor de €1.000 cada, acrescidos de IVA, para apoio à produção do trabalho e sua apresentação na exposição de finalistas.

O que recebe o vencedor?

A proposta vencedora receberá um valor monetário de €20.000, acrescidos de IVA, na contra entrega da obra de arte ao Centro Colombo.

Como posso esclarecer outras dúvidas?

É aconselhável que todos os candidatos leiam atentamente o Regulamento do prémio aqui. Em caso de alguma dúvida extra deverão contatar diretamente a organização através do endereço eletrónico colombokt.ss@gmail.com.

Candidaturas

Prémio

O vencedor do Prémio receberá um prémio monetário no valor de €20.000 (vinte mil euros), acrescidos de IVA, na contraentrega da sua obra ao Centro Colombo.

Os 10 finalistas serão divulgados e publicitados no sítio da internet e redes sociais do Centro Colombo, e serão convidados a participar na exposição de finalistas. Cada finalista selecionado, individual ou coletivo, receberá uma verba de € 1.000 (mil euros), acrescidos de IVA, para apoio à produção do trabalho a apresentar na exposição.

O Júri poderá, ainda, atribuir uma menção honrosa a outro(s) candidato(s), não sendo, contudo, atribuído a este qualquer prémio com valor monetário.

Participar

A sua proposta deverá levar em atenção a temática do concurso “O impacto da pandemia Covid-19”, respeitando a imagem e os valores associados ao Centro Colombo e aos parceiros institucionais.

Para submeter a sua candidatura terá de realizar os seguintes passos:

  1. 1. Consultar previamente o Regulamento de Prémio.
  2. 2. Aceder o formulário de candidatura;
  3. 3. Preencher os dados do candidato / grupo;
  4. 4. Fazer o upload da proposta, acompanhada de imagens do trabalho, uma memória descritiva que fundamenta a ligação do trabalho com a temática do Prémio, uma breve biografia, bem como outros elementos que permitam o melhor conhecimento do autor e da sua atividade artística.
  5. 5. Submeter a candidatura e aguardar a aprovação da mesma.
Participar

Fase de candidaturas tem início dia 1 de Outubro.

Contactos

E-MAIL: colombokt.ss@gmail.com

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