CENTRO PORTUGUÊS DE SERIGRAFIA ASSINALA 35 ANOS COM EXPOSIÇÃO NA BIBLIOTECA NACIONAL

Written by on 23/09/2020


CPS – Centro Português de Serigrafia tem o prazer de convidar a visitar a grande exposição O Tempo das Imagens III que assinala os 35 anos de atividade do CPS. A exposição estará patente de 26 de setembro a 31 de dezembro na BNP – Biblioteca Nacional de Portugal e a entrada é gratuita.

Respeitando as regras da DGS que limitam o número de pessoas no espaço expositivo, optou-se por uma abertura sem inauguração oficial. Fomenta-se assim a visita no horário da BNP a esta vasta mostra que reúne 99 obras de 77 artistas, distribuídas em distintos núcleos pelos cinco espaços expositivos e complementada com uma singular exposição de fotografias de Duarte Belo, com foco no Atelier CPS.

Com o subtítulo “O centro do Centro”, uma das salas da exposição é dedicada aos Sócios CPS, reconhecendo publicamente a relevância do Sócio na dinâmica editorial.

Uma oportunidade de ver expostas as obras de arte que também tem em sua casa, no espaço iconográfico do país que preserva a nossa memória cultural.

 Biblioteca Nacional de Portugal
Campo Grande 83 Lisboa 
Horário: Seg – Sex 9h30 – 19h30 / Sáb. 9h30 – 17h30
 “O Barco Bêbado”, Serigrafia de Cruzeiro Seixas, 2020. Assinala os 100 anos do artista e é uma das peças em exposição. Cruzeiro Seixas foi um dos artistas que mais obras editou no CPS.




A serigrafia “Havemos de ir a Viana” de Domingos Mateus é uma das obras incluídas na sala dedicada aos Sócios CPS. Esta sala apresenta uma seleção de obras e autores que os Sócios mais têm privilegiado..
O Tempo das Imagens III
35 anos do Centro Português de Serigrafia

EXPOSIÇÃO | 26 set. – 31 dez. ’20 | Galeria Piso 1 | Entrada livre

Esta exposição comemorativa sintetiza a relevância do protocolo, iniciado em 2014, que estabelece a doação à BNP – Biblioteca Nacional de Portugal de um exemplar de edições realizadas pelos artistas no CPS – Centro Português de Serigrafia.


Do conjunto já doado foram selecionadas 99 obras de arte, reunidas em distintos núcleos por cinco espaços expositivos, num itinerário que testemunha o ecletismo editorial, geracional, estético e técnico do CPS.


Destaca-se o papel da obra gráfica como expressão do mundo contemporâneo, através da prática criativa, pelos artistas, das técnicas associadas (serigrafia, gravura, litografia, fotografia ou impressão digital), num processo de diálogo com o Atelier CPS. Este espaço de criação mereceu o singular olhar de Duarte Belo, revelado na exposição de fotografia que complementa a efeméride.


Durante três décadas e meia o CPS tem procurado multiplicar o fácil acesso à arte contemporânea. Justifica-se exprimir a gratidão à BNP e aos artistas, colaboradores, parceiros, amigos e, especialmente, aos sócios; todos ativos participantes destes profícuos 35 anos com o desígnio de Partilhar a Arte.


João Prates
Diretor CPS

Se Gutenberg no século XV, com a invenção da tipografia responsável por toda a evolução do pensamento ocidental, inaugurou uma era estudada na conhecida obra de Marshall McLuhan, na que se lhe seguiu, já no início do século XX, marcada por Marconi e pela sua invenção na origem da «era eletrónica», a comunicação por imagens que se liga às descobertas da fotografia, do cinema e do computador, tem um papel essencial.


Da primeira imagem feita pela mão do homem em Lascaux até às imagens digitais, o percurso é longo, que a arte acompanha e ao qual dá um sentido. A imagem plástica, como a escrita à qual esteve associada nos seus inícios, é uma expressão fundadora do humano, cúmplice da sua alma, testemunha e veículo do seu destino. «Arte é expressão» segundo Herbert Read, da alma, dos sentidos, do instinto, da razão, dos sonhos, do espaço, do tempo, reais e imaginários. Expressão individual com um valor sociológico, que nos elucida sobre a história e tem as suas raízes no mito, esfinge que detém a chave do segredo último, revelação e mistério absoluto.


(…)


Nascidas no tempo, as imagens libertam-se, borboletas de uma ausência ilimitada, rumo ao arquétipo original do Paraíso. O tempo é o seu casulo, o espaço o berço da viagem miraculosa em direção às origens do Ser. Nessas paragens inabitadas, nos vastos oceanos inexplorados se aventura o artista e deles transporta os sinais de uma vida sempre nascente e mais verdadeira do que a vida.


Na metamorfose das suas expressões, no infinito caleidoscópio das formas e do informal, é sempre o rosto do humano que se revela e revela uma realidade cada vez mais próxima de si mesma, ainda que essa proximidade seja a maior distância da impossível posse do real.


Entre o real e o irreal, entre o possível e o impossível, o Cosmos e o Caos, o visível e o invisível, o interior e o exterior, desenha-se o tempo sem tempo das imagens, juntando todos os fios de todos os labirintos na infinita espiral de um tempo que sempre recomeça.


Também as obras agora apresentadas são o testemunho de uma totalidade feita de todos os fragmentos do espaço no incessante labirinto do tempo. (…)
Maria João Fernandes
Poeta, Crítica de Arte

A.I.C.A. – Associação Internacional de Críticos de Arte


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