“SOAM AS GUITARRAS 2020” 26 SETEMBRO 21H00

Written by on 19/09/2020

FÓRUM MUNICIPAL LUÍSA TODI SETÚBAL

21h00- RAIA. PLANETA CAMPANIÇA. António Bexiga + Omiri (Vasco Ribeiro Casais); Joana Negrão (Seiva, NMB); Um Corpo Estranho (De la Motta e Pedro Franco).

22h30- MIRAMAR | Frankie Chavez & Peixe

António Bexiga e convidados para o Soam As Guitarras 2020:
Omiri (Vasco Ribeiro Casais) – braguesa/nickelharpa; Joana Negrão (Seiva, NMB) voz/ gaita; Um Corpo Estranho (De la Motta e Pedro Franco) vozes, guitarra, banjo.

Raia é linha-fronteira, linha-caminho, expressão idiomática e forma verbal. Raia é peixe. O peixe-viola é uma raia.

Raia é o projeto-síntese de António Bexiga que percorre as sonoridades da viola campaniça*, nas suas fronteiras acústica e elétrica, analógica e digital, tradicional e experimental, ensaiada e instantânea, em diálogo direto ou diferido com outras formas de arte, visuais ou de performance.

Raia é um projeto idiomático, de significado, expressão, erro e coração Raia é um projeto-verbo. Do verbo raiar

Raia é um projeto-peixe, de 10 cordas que navega o fundo do mar e as margens do rio
Raia é um papagaio de papel.

Nasceu em Évora em 1976 mas passou uma boa parte da infância e adolescência na raia alentejana. Foi nesse contexto [raiano] que aprendeu a olhar para o mapa enquanto território imaginado e a fronteira como linha, sobretudo, imaginária.
Estudou piano e guitarra clássica, mais tarde guitarra jazz. Passou por vários projectos, desde o rock à música experimental, fusão e música improvisada. Descobriu depois a música de raiz e o prazer de a virar do avesso. Há vários anos que se dedica à exploração e reinvenção de repertórios tradicionais, a par de composições próprias, num instrumento em particular: a viola campaniça, que tem colocado em diferentes contextos musicais, da música popular ao rock ou à música experimental e paisagem sonora. A sua viola campaniça tocou e gravou um pouco por toda a Europa e em vários lugares da América, África e Ásia. Tem vários trabalhos em vídeo/cinema, teatro, dança contemporânea, performance, teatro de marionetas, circo e cabaret. Faz oficinas regulares de viola campaniça, exploração sonora e criatividade musical. Foi membro ativo de projectos como Uxu Kalhus e No Mazurka Band; fundador de Há lobos sem ser na serra, Bicho do Mato, entre outros. Recentemente, gravou com Kepa Junkera para a Ath Thurda, Omiri (Alentejo Vol. 1), Celina da Piedade, António Caixeiro, Daniel Catarino e Cantadores de Paris.

O planeta Campaniça tem a forma de um oito deitado, e um pescoço comprido.
Uma viagem sonora pelas latitudes da viola campaniça, entre a tradição e a experimentação, com demora obrigatória nas linhas de fronteira da música, do instrumento e da pele.

*A viola campaniça é uma das violas de arame portuguesas. Campaniça quer dizer ‘do campo’, das áreas rurais mas também da região campaniça (sul de Portugal, Alentejo).
Normalmente tem 5 cordas duplas (pode ter 12 cordas, sendo que 2 são triplas) e é tradicionalmente usada para acompanhar o cante típico da região Alentejo e ainda para tocar temas para baile.
Este instrumento quase desapareceu nos anos 80 do Séc. XX, os [poucos] tocadores que existiam nessa altura eram idosos. Foi já no início dos anos 1990 que se deu uma grande ação de divulgação no Baixo Alentejo que permitiu formar novos tocadores ao longo dos anos. Hoje, felizmente, já há muitos músicos que tocam a viola como primeiro e único instrumento.

22h30

MIRAMAR | Frankie Chavez & Peixe

Embora venham de diferentes latitudes e tenham experiências distintas, Frankie Chavez e Peixe estão unidos pelo seu trabalho com a Guitarra. Agora apresentam o primeiro single, “I’m Leaving” para o seu projeto em conjunto, Miramar, com um teledisco de imagens de arquivo de Jorge Quintela e editado por Margarida Sá Coutinho.

Peixe começou a dar nas vistas há mais de vinte anos, ao assinar o som musculado e inconfundível dos míticos Ornatos Violeta, mas isso foi só o princípio de uma longa e rica viagem. Seguiram-se os Pluto, as experiências delirantes dos Zelig, as mais do que muitas colaborações e o resultado de todo o estudo e exploração das possibilidades do seu instrumento de eleição em dois grandes discos a solo – “Apneia” e “Motor”.

Frankie Chavez tem-se afirmado, desde que se estreou em 2010, como um dos mais estimulantes músicos da sua geração. Inspirado pelo Folk, pelos Blues e pelo mais clássico Rock tem levado – quer sozinho, quer acompanhado – a sua música cada vez mais longe, tudo muito à custa da relação singular que desenvolveu com aquilo que foi sempre o princípio de tudo: a Guitarra.

A sua música é rica, sem nunca ser excessiva. É coerente, sem nunca ser repetitiva. É uma estrada que se percorre de forma contemplativa e que ora serpenteia até ao cume da mais alta montanha, ora se deixa ir planante, pelo calor preguiçoso do deserto, mas sempre a levar mais longe o som daquelas cordas que ressoam em diferentes caixas, com ou sem electricidade, e sempre como se os dois aqui fossem apenas um.

Ao vivo apresentam-se com imagens manipuladas em tempo real, destacando-se este “concerto-filme” na mútua inspiração a que ambos os universos (musica- imagem) se proporcionam e que o público facilmente absorve.

Bilhete único: 15€

Bilhetes disponíveis em bol.pt e nos locais habituais. Os bilhetes adquiridos previamente mantêm-se válidos para as novas datas. Os bilhetes adquiridos para os espetáculos individuais de Raia Planeta Campaniça e MIRAMAR são válidos para o espectáculo único de 26 de Setembro. Em caso de reembolso deve contactar o local onde adquiriu o bilhete até ao final de Agosto de 2020. Quem tiver adquirido os bilhetes na bilheteira local, deverá enviar e-mail para:bilheteira.fmlt@mun-setubal.pt

Soam As Guitarras é um projeto:
Câmara Municipal de Oeiras| Ghude
Coprodução:
Câmara Municipal de Évora | Câmara Municipal da Póvoa de Varzim| Câmara Municipal de Setúbal
Parcerias: CISION| Hope Consulting
Media partner: Antena 1 | Blitz | SIC Notícias


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