EXPOSIÇÃO “ESCULTURAS INFINITAS DO GESSO AO DIGITAL” FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN

Written by on 16/09/2020

18 Setembro – 25 Janeiro 2021

A exposição que junta gessos históricos da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa e obras de 18 artistas contemporâneos vai permitir não só trazer à luz do dia a técnica da moldagem, que tem uma importante função documental, mas também reconhecer e celebrar a sua infinita capacidade de reinvenção. A exposição, com curadoria de Penelope Curtis, é coproduzida pela Fundação Calouste Gulbenkian e les Beaux-Arts de Paris, em colaboração com a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.

Christine Borland, «Cast from Nature», 2010-2011 © Christine Borland. Foto: Ruth Clark

18 set – 25 jan 2021

  • 10:00 – 18:00

Encerra à Terça-feira

Edifício Sede – Galeria Principal
Av. de Berna, 45A, Lisboa

Entrada gratuita sujeita à lotação do espaço e mediante levantamento de bilhete.

Incorporando obras de 18 artistas contemporâneos e gessos da coleção da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, a exposição Esculturas Infinitas procura olhar de forma atenta para o papel desempenhado pela moldagem não só na escultura, mas também em vários aspetos do quotidiano.

Este processo tem permitido a reprodução de obras de arte, de objetos do quotidiano, de elementos da natureza e de edifícios, tanto no passado como no presente. Embora o molde em gesso continue a ser utilizado na produção artística, pretende-se também mostrar outras tecnologias mais modernas, incluindo a impressão 3D.

Aspeto da exposição «Esculturas Infinitas» nas Beaux-Arts de Paris. Fotografia: Nicolas Brasseur
Coleções de gessos da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, 2018. Fotografia: Carlos Azevedo
Coleções de gessos da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, 2018. Fotografia: Carlos Azevedo

Estes diferentes métodos e materiais recordam-nos que a escultura raramente é única: uma das suas características intrínsecas é a multiplicidade. Os gessos permitem perpetuar momentos especiais – o crescimento de uma criança, o rosto de um defunto, um edifício importante –, mas também podem ser usados para reproduzir objetos de uso quotidiano, como casas ou utensílios domésticos.

Esta técnica tem tido uma importante função documental e, em particular, na medicina: a sala de anatomia assume-se como um espaço de aprendizagem entre a medicina e a arte.

Aspeto da exposição«Esculturas Infinitas» na École nationale supérieure des Beaux-Arts de Paris. Fotografia: Nicolas Brasseur
Aspeto da exposição «Esculturas Infinitas» nas Beaux-Arts de Paris. Fotografia: Nicolas Brasseur
Coleções de gessos da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, 2018. Fotografia: Carlos Azevedo
Coleções de gessos da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, 2018. Fotografia: Carlos Azevedo

Juntamente com os gessos históricos mostramos obras de David Bestué, Marie José Burki, Christine Borland, Steven Claydon, Michael Dean, Aleksandra Domanović, Asta Gröting, Simon Fujiwara, Oliver Laric, Jumana Manna, Jean-Luc Moulène, Charlotte Moth, Rogério Taveira, Francisco Tropa, Xavier Veilhan, Marion Verboom, Daphne Wright e Heimo Zobernig.

Estes artistas foram selecionados pelo seu fascínio pela moldagem e pelas suas múltiplas possibilidades. Sem uma narrativa fixa, a exposição pode ser lida através de várias camadas e os visitantes podem encontrar diferentes ligações entre antigo e novo, centrando-se nos conceitos de reprodução, variação, serialidade, escala e homenagem.

Antes de viajar para Lisboa, esta exposição é apresentada nas Beaux-Arts de Paris até 16 de fevereiro de 2020, reunindo estas obras contemporâneas e uma seleção de gessos de várias instituições francesas, num ambiente que evoca o papel do gesso na aprendizagem artística.

Este projeto revela-se uma oportunidade para dar a conhecer aos visitantes as coleções das escolas de arte que têm vindo a despertar um interesse crescente por parte de investigadores e artistas, mas que não têm estado acessíveis ao público.

Curadora principal: Penelope Curtis
Equipa curatorial: Penelope CurtisRita Fabiana, Thierry Leviez, Armelle Pradalier
Exposição organizada e coproduzida pela Fundação Calouste Gulbenkian e as Beaux-Arts de Paris, em colaboração com a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.


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