“O BURGUÊS FIDALGO” TEATRO CARLOS ALBERTO PORTO 6 A 23 AGOSTO

Written by on 05/08/2020

PROMOTOR

Teatro Nacional São João E.P.E.

A peça “O Burguês Fidalgo”, do Teatro Palminha Dentada, marca o arranque da temporada 2020-2021 dos espaços do Teatro Nacional São João (TNSJ). O espetáculo, que sobe pela primeira vez ao palco do Teatro Carlos Alberto (TeCA) a 6 de agosto, assinala a primeira incursão da companhia no reportório clássico. Fica em cena até dia 23.
Com encenação e dramaturgia de Ricardo Alves, “O Burguês Fidalgo” resulta de uma reinvenção do encenador da comédia-balé de Molière de 1670. Abre, também, um novo capítulo na história da companhia portuense que, pela primeira vez, coloca numa ficha artística o nome de um autor do cânone dramático ocidental.
Ao longo dos cinco atos, passarão pelo palco 14 personagens, compondo uma comédia de costumes travestida de musical ou vice-versa, “um estilo já conhecido da companhia, que apresentou ?A Cidade dos Que Partem em 2009′ “, assinala o TNSJ em comunicado.
Numa coprodução TNSJ e Teatro da Palmilha Dentada, “O Burguês Fidalgo” poderá ser visto à quarta-feira e ao sábado, às 19 horas; à quinta e à sexta-feira, às 21 horas; e ao domingo, às 16 horas.
A récita do dia 16 de agosto conta com tradução simultânea em Língua Gestual Portuguesa, estando ainda agendada uma conversa no final do espetáculo. O preço dos bilhetes é de 10 euros.

É um novo capítulo que se abre na já longa história do Teatro da Palmilha Dentada, mas talvez seja avisado moderar as expectativas. A companhia portuense faz aqui uma incursão inédita no repertório clássico, colocando pela primeira vez numa ficha artística o nome de um autor do cânone dramático ocidental. Mas, avisamos já, este Burguês Fidalgo não é de mas a partir de Molière, expediente que sinaliza uma origem e denuncia uma apropriação, isto se pensarmos no verbo partir na sua aceção de fazer ou ficar em pedaços. Ricardo Alves e a sua trupe revisitam este clássico de 1670, uma extravagante e colorida comédia-balé escrita em colaboração com o compositor Lully, misturando danças e canções. Território que nem sequer é virgem no percurso da Palmilha Dentada, basta pensar em A Cidade dos Que Partem (2009), também ela uma comédia de costumes travestida de musical, ou vice-versa. Retrato das ambições que tudo devoram e dos novos-ricos que tudo compram, O Burguês Fidalgo continua a falar de nós e das nossas cidades, em suma: das nossas fealdades. Assunto que tem séculos e séculos de atualidade e futuro.

Teatro Carlos Alberto

Rua das Oliveiras, 43

Porto


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