UHF REEDITAM CONCERTO DE 13 JULHO 1990 EM ALMADA

Written by on 13/07/2020

Na Sala do Incrível Almadense.

Os UHF lançam hoje o concerto que deram há precisamente 30 anos na mítica sala Incrível Almadense, em Almada, cidade que foi também o berço do coletivo de António Manuel Ribeiro. 

concerto foi em jeito de best of e teve estatuto de histórico já que contou com a presença dos elementos fundadores do coletivo, Carlos Peres e Renato Gomes e com o músico Zé Carvalho que integrou a banda no final da década de setenta.

“Foi há 30 anos, no dia 13 de julho, que a formação Ribeiro/Gomes/ Peres/Carvalho se reuniu em palco pela primeira e única vez desde que se separaram: Carlos Peres (1983), Zé Carvalho (1984) e Renato Gomes (1986). Fiquei eu, para trilhar o futuro dos UHF. Há estórias por trás desta reunião que talvez um dia vejam a luz das linhas escritas – mas não é este o tempo. De memória, sou elefante; de signo, leão. A reedição do disco “Julho, 13” tem sido ao longo do tempo um fator de pressão dos fãs, e têm razão, guarda momentos muito bonso conceito de concerto selvagem que desperta em palco, à nossa maneira. Outros motivos se ganharam. Passaram 30 anos sobre essa noite. Foi a segunda aventura gravada ao vivo, de novo em Almada, há muito esgotada no mercado”, escreveu António Manuel Ribeiro sobre a reedição do álbum ao vivo.

“Esta reedição – masterizada – inclui dois temas que estavam cortados nas edições iniciais em CD, 2LP e 2MC. A canção ‘Estou de Passagem’ ficou de fora da edição em CD, por falta de espaço, e a fantástica versão de ‘Geraldine’, discretamente editada no primeiro volume das “Raridades” (2007). Reocupa agora o seu lugar, fechando as quatro canções que toquei com os nossos convidados. A culpa desta reunião tem um autor, António Manuel Rolo Duarte, o meu amigo e editor que tudo fez para registar em disco a reunião. O António, que já não está fisicamente entre nós, tinha, além de uma inesgotável capacidade para desencantar ideias inovadoras, um fulgurante entusiasmo pautado por sucessivos cigarros fumados com um sorriso contagiante. O jantar que reuniu os quatro no restaurante Jacinto, nas traseiras do Liceu Alemão, em Alvalade, que o semanário SETE divulgou em exclusivo, é disso prova – ele conseguia a novidade. Mexi no alinhamento da edição de 1990, respeitando a estrutura do concerto – as canções defeituosas ficaram sepultadas para sempre. Neste disco não há overdubs”, continua o homem dos UHF.

“Por último, duas impressões que retiro da audição atenta do magnífico trabalho de masterização que o Rui Dias (UHF uma vez, UHF para sempre) realizou: a) o público dominou aquela noite e a masterização soltou esse calor; b) a longa versão da canção ‘Rapaz Caleidoscópio’ é o pico do concerto, um hino tribal que nasceu naquela sala a 13 (outro 13) de fevereiro de 1981, dois meses antes do lançamento do LP “À Flor da Pele”. Com o tempo, ‘Sonhos na Estrada de Sintra’ tomou-lhe o lugar. 

Com este disco, os fãs podem recordar temas como ‘Rapaz Caleidoscópio’, ‘Cavalos de Corrida’, ‘Rua do Carmo’, ‘No Portugal dos Pequeninos’, ‘Este Filme’, ‘Amélia Recruta’, entre muitos outros.   A masterização do disco é assinada por Rui Dias.

(via: m80)


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