MÚSICA NA BIBLIOTECA II ORQUESTRA METROPOLITANA LISBOA

Written by on 10/07/2020

10 JULHO 21:30H

MÚSICA NA BIBLIOTECA II
Concerto inserido na programação do 46.º Festival Estoril Lisboa

250º Aniversário do nascimento de Beethoven
30º Aniversário da criação do Concurso de Interpretação do Estoril

O entusiasmo e a apreensão que tomaram a sociedade portuguesa nos meses seguintes à Revolução dos Cravos permaneceram guardados num lugar muito especial da memória de todos os que a viveram por dentro. Fernando Lopes Graça tornou-se então uma das figuras mais acarinhadas em todos o país, assumindo uma notoriedade pública que, já perto de se tornar septuagenário, irradiava uma segunda juventude. Por isso, a Fantasia para piano e orquestra que compôs para a 3.ª edição do Concurso de Piano «Cidade da Covilhã» é um testemunho histórico que vale bem a pena revisitar. Estreada em março de 1975, com o próprio compositor ao piano, esta obra baseia-se numa melodia tradicional da região da Beira Baixa – fruto das recolhas que fez naquela região em 1947 e 1953, e que prosseguiram mais tarde em colaboração com o etnólogo Michel Giacometti. O restante programa é dedicado a heróis de outros tempos, e de outras adversidades. Em 1807, Ludwig van Beethoven inspirou-se em Shakespeare para remontar ao século V a.C. e, de algum modo, identificar-se com a figura do general romano Coriolano. Três anos antes, tocara pela primeira vez o seu Triplo Concerto, na mesma ocasião em que também deu a conhecer a célebre Sinfonia Eroica.

Orquestra Metropolitana de Lisboa

L.v. Beethoven – Abertura Coriolano, Op. 62
F. Lopes Graça – Fantasia, para piano e orquestra, LG 74, Sobre um tema religioso da Beira Baixa
L. v. Beethoven – Triplo Concerto para Violino, Violoncelo, Piano e Orquestra, Op. 56

Pedro Costa, piano (1.º Prémio CIE 2013)
Anna Paliwoda, violino (1.º Prémio CIE 2019)
Isabel Vaz, violoncelo (1.º Prémio CIE 2016)
Vasco Dantas, piano (1.º Prémio CIE 2015)

Luís Carvalho, maestro (1.º Prémio CIE 2001)


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