FESTIVAL DE TEATRO DE ALMADA “VIAGEM DE INVERNO” 11 A 14 JULHO CCB

Written by on 10/07/2020

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37ª Edição do Festival de Almada
Viagem de Inverno de Elfriede Jelinek 
Encenação de Nuno Carinhas11 a 14 julho 2020 | 21:00 (dias 11, 13 e 14) e 16:00 (dia 12) | Pequeno Auditório
Na edição deste ano do Festival de Almada, o CCB acolhe Viagem de Inverno, texto da austríaca Elfriede Jelinek (Nobel da Literatura em 2004), com encenação de Nuno Carinhas, que dirige pela primeira vez uma criação para a Companhia de Teatro de Almada.
Com a participação das atrizes Ana Cris, Flávia Gusmão e Teresa Gafeira.Além da revisitação que a autora faz de elementos da sua própria vida, o texto aborda episódios recentes da vida austríaca: a falência e resgate do banco Hypo Alpe Adria, ou o rapto de Natascha Kampusch, a menina de dez anos que foi mantida refém durante mais de oito anos.

Viagem de Inverno
Texto de Elfriede Jelinek | Encenação de Nuno Carinhas
Companhia de Teatro de Almada
 
Sábado, 11 julho 2020, 21h
Domingo, 12 julho 2020, 16h
Segunda-feira, 13 julho 2020, 21h *
Terça-feira, 14 julho 2020, 21h *

Parceria CCB/Festival de Almada



Ficha artística e técnica

Texto Elfriede Jelinek
Encenação Nuno Carinhas
Intérpretes Ana Cris, Flávia Gusmão e Teresa Gafeira
Tradução António Sousa Ribeiro
Cenografia e figurinos Nuno Carinhas
Desenho de luz Nuno Meira
Som Andreia Mendrico
Participação Sara Carinhas
Direção de montagem Guilherme Frazão
Montagem Andreia Mendrico, Carlos Janeiro, João Farraia, Paulo Horta, Ivan Teixeira e Daniel Polho


«Três atrizes caminham debaixo de uma terrível tempestade. Três atrizes são várias vozes de Elfriede Jelinek (mas ela tem muitas mais, pois os escritores são coros). As atrizes são essas vozes dentro da cabeça a pensar, absortas e ao mesmo tempo impetuosas, ali a mostrar-nos, no fundo é isso, do que é feita a nossa existência.»

(Sarah Adamopoulos, in n.º 71 da coleção Textos d’Almada, publicado por ocasião da estreia do espetáculo, em janeiro de 2020.)

O encenador, cenógrafo e figurinista Nuno Carinhas dirigiu o Teatro Nacional São João entre 2009 e 2018. Antigo aluno de Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, as suas criações teatrais são marcadas por uma relação plástica com o texto.

Quando, em 2004, a Academia Sueca entregou à escritora austríaca Elfriede Jelinek o Prémio Nobel da Literatura, fê-lo distinguindo o fluxo poderoso e a musicalidade da sua escrita, feita de vozes conflituantes entre si. A autora ganhou especial visibilidade através do filme de Michael Haneke A Pianista, com Isabelle Huppert no papel principal, baseado no seu romance autobiográfico homónimo sobre a relação doentia entre uma mãe e uma filha.

O título desta peça evoca a obra-prima do romantismo alemão Winterreise, os lieder compostos por Franz Schubert que acompanham Jelinek desde a infância, quando aprendeu a tocá-los ao piano. Nesta sua viagem, o inverno é uma metáfora dos infernos contemporâneos, que a autora percorre como o viajante de Schubert debaixo da tempestade. Viagem interior, revisita a sua própria biografia, caminhando dentro de si mesma (dentro do seu próprio isolamento e da estranheza que lhe provoca a nossa época) enquanto se sucedem desoladoras paisagens humanas que todos reconhecemos.

PROMOTOR

FUNDAÇÃO CENTRO CULTURAL DE BELÉM


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