LANÇAMENTO NOVA EDIÇÃO “SERMÃO DE SANTO ANTÓNIO AOS PEIXES”

Written by on 29/06/2020

Do Padre António Vieira, com chancela Guerra e Paz. A 7 de Julho.

Em defesa do rigor histórico e do património universal que a figura do Padre António Vieira representa, a Guerra e Paz fará chegar às livrarias portuguesas uma nova edição do SERMÃO DE SANTO ANTÓNIO AOS PEIXES, extraordinário texto de defesa dos índios e de contestação dos colonos.

A Guerra e Paz associa-se assim ao debate plural e à necessidade de preservar o património histórico e literário de uma figura, o Padre António Vieira, a quem José Saramago louvou o uso sublime da língua portuguesa.

Hoje, que vozes investidas de uma ideologia ligeira e parcial querem afogar Vieira num ideológico revisionismo histórico, este livro é a melhor prova do seu papel pioneiro nas relações entre as culturas e na defesa da universal dignidade humana. Um livro para ler com urgência contra os novos autoritarismos.

Esta nova edição do SERMÃO DE SANTO ANTÓNIO AOS PEIXES chega às livrarias portuguesas no dia 7 de Julho.

O padre António Vieira acompanha todo o século xvii português, e o Sermão de Santo António aos Peixes é um esplêndido exemplo da sua grande veia retórica. Este Sermão foi pregado em São Luís do Maranhão, no Brasil, a 13 de Junho de 1654, dia de anos de Santo António e nas vésperas de Vieira viajar até Lisboa para obter, do rei, leis que obstassem à escravatura dos índios. A defesa dos índios e a contestação aos colonos são o mote para este discurso intemporal. Tal como Santo António não conseguia pregar aos hereges, que não o ouviam, Vieira também não é bem-sucedido junto dos colonos e resolve virar-se – alegoricamente – para os peixes, essa primeira criatura de Deus. Imaginação, sátira e arrebatamento marcam a soberba construção literária desta jóia da retórica e da história da literatura. Um texto que nos toca, a cada um individualmente e à humanidade no seu conjunto, porque «Vós sois o sal da terra». Hoje, que vozes parciais querem afogar Vieira num ideológico revisionismo histórico, este texto é a melhor prova do seu papel pioneiro nas relações entre culturas e na defesa da universal dignidade humana.


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