AS CORES DOS AUTORES “ANTÓNIO SEM” AMOR. EM PALAVRAS. DOM E OPÇÕES ESTÉTICAS.

Written by on 26/06/2020

27 JUNHO 14:30/16:30H

AS CORES DOS AUTORES.

Na tela da Rádio, Histórias, Conversas, Ideias, Sensibilidades. Esculpindo Memórias. Produz Realiza JORGE GASPAR.

Nos Estúdios da NTR, ANTÓNIO SEM, a propósito da Antologia “O Perfume das Palavras”, na sua 2ª edição, com chancela das Edições Fénix.

A presença também, e porque os poemas do António Sem encerram sonhos, alegrias e amores, de VÍTOR DE SOUSA, para os olhar e sentir, com alma de poeta, dedilhando-os com a sua leitura.

Uma emissão com a música “portuguesa” de Natalia Juskiewicz, uma violinista natural de Koszalin, uma cidade do Norte da Polónia, e que reside em Portugal há vários anos.

No final, uma Homenagem ao Amigo Pedro Barroso, pois “Cada um de nós nasce com um artista lá dentro, um poeta, um pintor, um escultor”, e porque, “E se aquilo, aquilo que nos dão todos os dias não for coisa que se cheire ou nos deslumbre, que pelo menos nunca abdiquemos de pensar com direito à ironia, ao sonho, ao ser diferente. E será talvez uma forma inteligente de, afinal, nunca… nunca, nunca ser tarde demais para viver, nunca ser tarde demais para perceber, nunca ser tarde demais para exigir, nunca ser tarde demais para ACORDAR”.

“O Perfume das Palavras” impele-nos a um caminhar ansioso entre as palavras modeladas pelos sentimentos do êxtase, da beleza, do padrão, da alegria feita de amor e do sonho, cujo itinerário António Sem nos leva a percorrer, permitindo-nos a descoberta dos seus maravilhosos dons espalmados em cada obra criada, em cada palavra gerada pela escrita e audível pela voz da alma.

O livro “Perfume das Palavras” encerra apontamentos cruciais de uma vida e é exemplo de algumas das opções estéticas do seu autor, que nos quis deixar testemunhos do passado e de um presente que já se iniciou neste terceiro milénio. António Sem assume em cada uma das suas opções estéticas a eternidade, desvendando um imaginário feito de varias formas de sentir e de olhar o mundo e o universo.

(Do Prefácio da DRA. MARIA TERESA COSTA MACEDO)

António Sem – Pseudónimo de António Manuel Gonçalves Filipe. Nasceu em 1945, em Algueirão. Autodidacta.

Académico de Mérito da Academia de Artes e Letras de Pontzen, Nápoles. Tem desenvolvido actividade profissional no campo da literatura, publicidade, decoração, teatro, pintura e jornalismo. Conta com três representações teatrais. De 1970 a 1981, dedica-se a outros sectores da vida cultural. Redactor e director gráfico em jornais e revistas. Pertence a conselhos redactoriais. Foi também nomeado coordenador dos suplementos de informática dos jornais “Diário de Lisboa” e “O Jornal. Em 1981, foi autor e apresentador de uma série, no canal 1 da RTP, com 6 episódios e intitulada “Mitos e Realidades”. Em 1985, funda e é eleito primeiro presidente da ARTLE – Sociedade Portuguesa de Artes e Letras e da LIZ-ARTE – União dos Artistas Plásticos de Lisboa. Foi membro do NERP – Núcleo dos Escritores e Recitadores Portugueses e participou como poeta convidado no espectáculo “Renascimento/Descobertas” no Padrão dos Descobrimentos, em Belém/Lisboa. Em 1988 foi o poeta convidado pró programa “Já está” de Joaquim Letria. Entre 1988 e 1989, foi consultor cultural nas Câmaras Municipais de Cascais e Oeiras. Em 1989 e 1990, foi crítico de arte no jornal “O Século”. Participou com pinturas nas telenovelas Passerele, em 1988, e Chuva de Maio, em 1990 (ambas no canal 1 da RTP). Foi membro do júri das marchas populares de Cascais e Setúbal, em 1989. Em 1990, é nomeado director da “Linha em Revista”. Em 1992 assume a Direcção Artística da Galeria Caixa da Arte no Porto. Em 1992 e 1993, foi membro do júri do FIVA (Festival Internacional de Vídeo do Algarve). Em 1994 é nomeado coordenador-geral dos fascículos “Espaços da Natureza “, do jornal “Público”. Foi coordenador-geral e pertenceu ao Conselho Editorial da revista “Correio da Natureza”, do Instituto da Conservação da Natureza. Nomeado Membro Honorário da Fundación Abelló de Barcelona. Edita em 1994 o seu primeiro livro de poemas intitulado “Os Rostos do Tempo”. Em 1995 é júri do concurso de pintura do programa “Festa na Feira” do canal1 da RTP. Em 1997 participa com pinturas na série para a RTP1 “Meu Querido Avô” de Raul Solnado e José Fanha. Em 1997 é membro do júri do VIII Concurso de Fotografia Dermatológica/Prémio Tito de Noronha/Schering Plough.

Fundador e sócio gerente da CHÃO DE PEDRA – Galeria de Arte/Art Gallery e responsável pela sua direcção artística. Em 1998 assume a direcção artística da Galeria de Arte da Casa do Pessoal da RTP. Em 2001 é co-autor do livro Portugália 75 Anos. Em Julho de 2001 publica o seu segundo livro de poemas intitulado “Momentos e Fragmentos”, editado pela Universitária Editora e apresentado pelo Ministro da Presidência Guilherme D’Oliveira Martins. Em 2003 publica mais um livro de poemas intitulado “ANALOGIAS”, apresentado na Sociedade de Geografia de Lisboa pelo padre Vítor Melícias e pela Dr.ª. Maria Barroso e editado pela Universitária Editora. Em 2015 edita o livro de poemas “DO OUTRO LADO DO ESPELHO”, apresentado pelo prof. Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio Foz, em Lisboa. Em 2016 edita o livro de poesia “ITENS DO CORAÇÃO Poemas e Cartas de Amor”, apresentado pelo Dr. Guilherme d’Oliveira Martins no Palácio Foz, em Lisboa. Está representado nas Antologias Poéticas “FLORILÉGIO I”, MILLENIUM – 77 vozes de poetas portugueses, TEXTOS E PRETEXTOS/O SILÊNCIO, NERUDA CEM ANOS DEPOIS, POESIA LIVRE (Curitiba-Brasil); A TRAIÇÃO DE PSIQUÊ, AUDÁCIA DOS SENTIDOS e À SOMBRA DO SILÊNCIO/À L’OMBRE DU SILENCE (Bilingue. Prefaciou diversos catálogos de pintores portugueses. Foi condecorado pelo Governo da República Checa com a Medalha Comemorativa dos 150 anos (1824-1974) do Compositor e Pianista Checo Bedrich Smetana por acções culturais desenvolvidas.. Prefaciou diversos catálogos de pintores portugueses. Foi condecorado pelo Governo da República Checa com a Medalha Comemorativa dos 150 anos (1824-1974) do Compositor e Pianista Checo Bedrich Smetana por acções culturais desenvolvidas.ade de Geografia de Lisboa pelo padre Vítor Melícias e pela Dr.ª. Maria Barroso e editado pela Universitária Editora. Prefaciou diversos catálogos de pintores portugueses. Foi condecorado pelo Governo da República Checa com a Medalha Comemorativa dos 150 anos (1824-1974) do Compositor e Pianista Checo Bedrich Smetana por acções culturais desenvolvidas.

Tem hoje um extenso “curriculum” com presença assinalável em exposições individuais e colectivas, no país e no estrangeiro (41 individuais e 244 colectivas).

PRÉMIOS

1966 – Dois primeiros prémios na Rádio Renascença em ensaio histórico

1978 – 3º. Prémio em fotografia a preto e branco no concurso da APR

1985 – Medalha de Ouro e Pergaminho Artístico no XIX/XX Concurso Mundial de Artes e Letras da Academia de Pontzen, de Nápoles

1993 – Palma de Prata da Academia de Pontzen, de Nápoles

 2004 – Diploma “Honra Ao Mérito) – Curitiba/Brasil.

REPRESENTADO EM PORTUGAL

Câmara Municipal de Cascais; Câmara Municipal de Mértola; Câmara Municipal da Amadora (futuro Museu Roque Gameiro); Câmara Municipal de Sintra; Museu de Óbidos; Museu Dr. Santos Rocha da Figueira da Foz; Museu Armindo Teixeira Lopes de Mirandela; Museu Diogo Gonçalves de Portimão; Museu Municipal de Almada; Museu da Água de Manuel da Maia/Lisboa; Banco de Macau do Porto; Tap – Air Portugal; Institut Franco – Portuguais/Lisboa; Cimpor – Cimentos de Portugal S.A.; Casa de Pessoal da RTP/Lisboa; Unisys (Sistemas de Informação SA); Sociedade Portuguesa de Autores; Publimeios/Lisboa (Grupo Sonae); Caminhos-de-ferro Portugueses, E.P. ; Galeria Lóios/Porto; Galeria de Arte Óptica Conde de Redondo/Lisboa; Convosco Galeria de Arte/Lisboa; Fundação Marquês de Pombal em Linda-a-Velha (Oeiras); Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins; Fundação Portuguesa de Cardiologia; na ANIM da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema (Filmagens de Álvaro Queiroz); Central de Cervejas S. A. ; Groupama Seguros; Câmara Municipal de Odivelas; GLRP e colecções particulares.

REPRESENTADO NO ESTRANGEIRO

União dos Artistas Plásticos Checos e GALERIA NACIONAL DE PRAGA (Checoslováquia); ZDF – Televisão Alemã; DRI – Televisão Dinamarquesa; Fundação JOAN ABELLÓ de Barcelona; Colecção Wilhem em Mainz/Alemanha e colecções particulares na BÉLGICA, ITÁLIA, ALEMANHA, CHECOSLOVÁQUIA, E.U.A., REINO UNIDO, FRANÇA e ESPANHA.

BIBLIOGRAFIA

Catálogo Nacional de Antiquários e de Arte 93/94; Guia de Arte 93/94 da Estar Editora; Artes & Leilões; ARTEGUIA – Directório de Arte España & Portugal (89 a 94); Aspectos das Artes Plásticas em Portugal de Fernando Infante (1992); “GAL ART” de Barcelona (1992); Artes Plásticas Portugal: o artista, seu mercado – de Narcizo Martins, Adrian Publishers (1993); Who is Who of the Artists in Portugal – A Biographical Dictionary de A. Jean Paraschi, Sol Invictus (1997); Anuário das Artes Plásticas – Estar Editora, 1997; World Literature and Art Selection, 1985¸ 10 Anos de Arte – Retrospectiva da Colecção da EPAL; 50 Anos de Pintura e Escultura em Portugal – Universitária Editora Lda. (1999); Registo videográfico na Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema; Ernesto Neves 2001 – Pintura; Anuário Internacional de Arte 2003 – Fernando Infante do Carmo; Pintura Contemporânea Portuguesa – 100 pintores (2008).

 ORGANIZADOR

ARTEJO 88 – Mosteiro dos Jerónimos/Belém; ARTE PORTUGUESA CASCAIS 88 – Palácio da Cidadela em Cascais; EXPRESSÕES DA PINTURA PORTUGUESA na Checoslováquia, em 1988 (Comissário); ARTE PORTUGUESA CONTEMPORÂNEA na Checoslováquia, em 1989 (Comissário); PASSAGEM NO FEMININO – Espaço CESL/Lisboa (1990); NOVA PINTURA CHECA na Mãe de Água das Amoreiras/Lisboa(1990); OEIRARTE/90 – Palácio Anjos/Algés; 1ª.LISBOARTE – Galeria Caixa da Arte/Porto (1992); ARTES PLÁSTICAS 94 – Galeria Tejo em Lisboa e Salão de Exposições de Campo Maior.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS SELECCIONADAS NO PAÍS E NO ESTRANGEIRO

1970 – Motivos Naturais – Cabinda/Angola

1985 – ÁGUA R ELAS – Galeria Contracapa/Mem Martins

1989 – IMPRE(VISÕES) – Galeria de Arte dos CTT no Fórum Picoas/Lisboa

1990 – PERCURSOS – Galeria de Arte da Casa de Pessoal da RTP/Lisboa

1991 – VIAGENS – Galeria de Exposições do Museu Condes de Castro Guimarães/Cascais       

1993 – PASSAGENS – Galeria Lóios/Porto

1994 – INACABADOS – Galeria de Arte Óptica do Conde Redondo/Lisboa

1995 – TRÊS MOMENTOS – Escada Quatro Galeria de Arte/Cascais

1996 – MANEIRAS DE VER – ConVosco Galeria de Arte/Lisboa

1997 – 16 ANOS DE PINTURA/RETROSPECTIVA – Espaço cultural da Junta de freguesia de Algueirão – Mem Martins

1998 – MEMÓRIAS – Galeria Municipal do Museu Regional de Sintra

 – EMOTIONS – Paolozzi Gallery/London 

1999- QUATRO ANDAMENTOS – Chão de Pedra Galeria de Arte/Lisboa          

2000 – TRIÂNGULO ESTÉTICO – Galeria Atelier dos Cardaes/Lisboa

2003 – TRÊS ESTADOS – 4Montras – Galeria d’Arte/Vise

         – HORIZONTES – LCR – Galeria de Arte/Chão de Meninos/Sintr-

2005 – O CAMINHO DA LUZ – Biblioteca-Museu República e Resistência/Lisboa

         – SINOPSIA – Galeria FP/Lisboa

2006 – PEDAÇOS DA VIDA  – Biblioteca Municipal de Aljustrel

         – EM REDOR DE MIM – Centro Nacional de Cultura – Sala Sophia de Mello Breyner/Lisboa

2007 – “FEMMES ET VILLES” – Galerie Art Present/Paris/França

          – OLHOS&OLHARES – Espaço Groupama Arte/Lisboa

2008  – ÉPOCAS – Exposição de Pintura – Ordem dos Médicos/Lisboa

2010  – CONTRASTES – Biblioteca-Museu República e Resistência/Lisboa

          – SONS DA MÚSICA – Instituto Franco-Português/Lisboa

2012  – DUPLO SENTIDO – Centro de Exposições de Odivelas

2013 – ENCONTROS COM A COR – Espaço 3D/Lisboa

2014 –  SEM OS LIMITES QUE O TEMPO IMPÕE – Museu Militar de Lisboa

2015 –  COMPASSOS PARA A NUDEZ – Espaço Santa Casa/Lisboa

2017 – REVISITANDO – Hotel NH – Campo Grande/Lisboa

2018 – DESVARIOS DA COR – Galeria espaço Arte das Publicações Europa América/Lisboa

2019 –  7e arts manif Rencontre des cultures et des Arts Contemporains – Luxemburgo

MONUMENTOS, OBRAS PÚBLICAS E PRIVADAS

* Painéis em azulejo para SPA-PH7 Terapias Corporais em Lisboa/2005

UM LIVRO

Um livro escreve-se uma vez e outra vez.
Um livro se repete. O mesmo livro.
Sempre. Ou a mesma pergunta. Ou
talvez
o não haver resposta.
Por isso um livro anda à volta sobre si mesmo
um livro o poema a prosa a frase
tensa
a escrita nunca escrita
a que não é senão o ritmo
subterrâneo
o anjo oculto o rio
o demónio azul.

Um livro. Sempre.
Um livro que se escreve e não se escreve
ou se rescreve junto
ao mesmo mar.

Um livro. Navegação por dentro
errância que não chega a nenhuma Ítaca.
Um livro se repete. Um livro
essa pergunta
incognoscível código do ser.

Metáfora de cornos e pés de cabra.
Um livro. Esse buscar
coisa nenhuma.
Ou só o espaço
o grande interminável espaço em branco
por onde corre o sangue a escrita a vida.
Um livro.

(“Livro de Português Errante” Manuel Alegre 2001)


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