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“PASSOS PERDIDOS” ERNESTO RODRIGUES CHANCELA ÂNCORA EDITORA

Written by on 13/05/2020

MONTRA DE LIVROS NTR

Um banco de investimento quer vender projecto de lei a deputado democrata-cristão há 40 anos sem intervenção no plenário da Assembleia da República. Quem é João Félix Filostrato? A que se deve esse silêncio? Em iniciativa mediada pela assessora do grupo parlamentar, Salomé, que promove encontro com o economista-chefe João Félix Exposto, Nádia e o estagiário João Félix, também narrador, sobressai a jornalista Joana, por quem passa a história do eleito por Vila Franca e a solução de alguns enigmas. Na sombra, cresce deputada da oposição, cuja biografia se enlaça na deste. Como se organiza a queda de um anjo? Entre comportamentos oblíquos e identidades sempre esquivas, um deputado-borboleta da extrema-esquerda torna-se vítima de predadoras e perdedoras, que visam vingança em várias frentes.Quase dois séculos de regime parlamentar e discursos inócuos ou repetitivos reflectem outros tantos passos perdidos que a Constituição de 1975 e legislaturas fracas não transformaram. Reflexão sobre a democracia, esta fábula política é salva, no final, por um bem enredado discurso amoroso. 

ERNESTO José RODRIGUES, (Torre de Dona Chama, 17-VI-1956) poeta, ficcionista, dramaturgo, cronista, diarista, crítico, ensaísta e tradutor.Licenciado em Filologia Românica (1980) e Mestre em Literatura Portuguesa Clássica (1991), doutorou-se em Letras, na especialidade de Cultura Portuguesa (1996), e fez a agregação em Estudos de Literatura e Cultura, na especialidade de Estudos Portugueses (2011), sempre na Universidade de Lisboa, em cuja Faculdade de Letras é professor auxiliar. Aqui, organizou colóquios, jornadas, conferências, tertúlias, debates; entre outros cargos, foi director-adjunto (2013-2015) e director do CLEPUL ‒ Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Universidade de Lisboa.  Docente do ensino secundário (1978-1979, 1980-1981), jornalista profissional (1979-1981) após longa experiência na Imprensa regional (desde 1970), leitor de Português na Universidade de Budapeste (1981-1986), assistente na Escola Superior de Educação de Bragança (1986-1988), docente no Instituto Piaget (Macedo de Cavaleiros, 1997), docente e coordenador do curso de Comunicação e Design no Instituto Superior de Línguas e Administração – Bragança (1998-1999), ministrou cursos e proferiu conferências em Portugal, Brasil, Cabo Verde, França, Hungria, Itália, Marrocos, Moçambique, República Checa, Roménia. Tem orientado e arguido dezenas de dissertações, teses e pós-doutoramentos. Membro do Conselho Científico da Faculdade de Letras de Lisboa (2015-2017), é membro externo do Conselho Geral do Instituto Politécnico de Bragança desde 1-VII-2015. Perfeitos 40 anos de vida literária, foi homenageado com um documentário realizado por Leonel Brito e sessões no Centro Cultural Municipal de Bragança (2014) e em Torre de Dona Chama, além de votos de louvor aqui e na Assembleia Municipal de Mirandela.Estreando-se em livro em 1973, está traduzido em castelhano, checo, francês, húngaro, inglês, italiano, romeno. Revisor de traduções do francês e inglês, é o principal tradutor para língua portuguesa de autores húngaros (incluindo lírica quatrocentista vertida do latim), desde 1982 – com relevo para Antologia da Poesia Húngara (Lisboa, Âncora Editora, 2002) –, e estudioso das relações entre os dois países. Por tão profícua actividade, foi agraciado pelo Estado húngaro (1983, 1989) e, primeiro tradutor estrangeiro, pela Ordem dos Cavaleiros de São Jorge (Szent György Lovagrend, 2002). Os seus trabalhos sobre o século XIX tiveram menção honrosa do Grémio Literário (Lisboa, 2008; cf. José-Augusto França, Memórias para Após 2000, Lisboa, Livros Horizonte, 2013, p. 87). Afora outros prémios nacionais (Secretariado para a Juventude, 1972; Sport Lisboa e Benfica, 1973) e regionais, venceu a 1.ª edição do Prémio Brigantia – Literatura (1996) e o Prémio PEN Clube – Narrativa (2017), com o romance Uma Bondade Perfeita. Tem a Comenda Municipal Álvaro de Souza, Bragança, Pará (2012).

Principais obras: Várias Bulhas e Algumas Vítimas, novela, 1980; A Flor e a Morte, contos e novelas, 1983; Sobre o Danúbio, poesia, 1985; A Serpente de Bronze, romance, 1989; Torre de Dona Chama, romance, 1994; Histórias para Acordar, contos para a infância, 1996; Sobre o Danúbio / A Duna Partján, poesia e ficção, 1996; Pátria Breve, miscelânea, 2001; Antologia da Poesia Húngara, 2002. Na crítica e ensaio, seleccionamos: Mágico Folhetim. Literatura e Jornalismo em Portugal, 1998; Cultura Literária Oitocentista, 1999; Verso e Prosa de Novecentos, 2000; Visão dos Tempos. Os Óculos na Cultura Portuguesa, 2000; Crónica Jornalística. Século XIX, 2004; «O Século» de Lopes de Mendonça. O Primeiro Jornal Socialista, 2008; A Corte Luso-Brasileira no Jornalismo Português (1807-1821), 2008; 5 de Outubro ­- Uma Reconstituição, 2010. Responsável pelos 3 volumes de Actualização (Literatura Portuguesa e Estilística Literária) do Dicionário de Literatura dirigido por Jacinto do Prado Coelho (2002-2003), editou, entre outros, Padre António Vieira, Alexandre Herculano, Camilo Castelo Branco, Júlio Dinis, Ramalho Ortigão, Trindade Coelho, José Marmelo e Silva, António José Saraiva.