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LIVRARIA LELLO ABRE PRIMEIRO “DRIVE THRU” LIVREIRO DO MUNDO

Written by on 29/03/2020

A livraria portuense quer assim cumprir a sua missão de “pôr o mundo inteiro a ler sempre que haja mundo, leitores e o que ler”. Comercialização de livros continuará suspensa.

▲O “drive thru” da Lello funcionará de segunda a sexta-feira, entre as 10h e as 12h, por tempo indeterminadoFernando Pereira/Global Imagens

A Livraria Lello, no Porto, vai abrir na próxima quarta-feira, 1 de abril, aquele que diz ser “o primeiro drive thru livreiro do mundo” e oferecer um livro por dia, que será escolhido e anunciado antecipadamente nas redes sociais. A livraria, que manterá a sua atividade suspensa, quer assim cumprir a sua missão de “pôr o mundo inteiro a ler sempre que haja mundo, leitores e o que ler”.

drive thru da Lello funcionará de segunda a sexta-feira, entre as 10h e as 12h, por tempo indeterminado. Os livros que serão oferecidos pertencem à  “The Collection”, editada pela livraria, que inclui títulos como O Livro da Selva, de Rudyard Kipling, Romeu e Julieta, de William Shakespeare, O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald, ou Os Maias, de Eça de Queiroz.

Os interessados em levar para casa uma destas obras devem escrever-se no dia anterior até às 18h, por email, fornecendo os seus dados pessoais (nome, morada, email e contacto telefónico). A entrega será feita”por um colaborador da Livraria Lello, que cumprirá todas as normas de segurança e higiene, e entregará os livros diretamente na janela dos carros dos leitores”, esclareceu a Lello em comunicado.

“Este é um verdadeiro ato de ‘Amor nos Tempos da Cólera’ da Livraria Lello e da sua equipa para com os seus leitores, a sua cidade, que são o seu mundo”, garantiu a livraria.

A iniciativa da Livraria Lello surge depois de a ministra da Cultura, Graça Fonseca, ter afirmado esta semana, que não existia nada que impedisse que as livrarias continuassem a funcionar desde que vendessem os livros “à porta” ou “no postigo”, com acontece com outros serviços, considerando que os livros também são um bem de primeira necessidade.

“Depois da sempre literária França ter considerado, na regulamentação especial que implementou para regerem este presente pandémico, os livros como bens de primeira necessidade, a Senhora Ministra da Cultura, Doutora Graça Fonseca, veio clarificar que também em Portugal os livros não eram de menor necessidade do que essa primeiríssima”, apontou a Lello, acrescentando que “entendemos que se os livros têm sempre um papel fundamental na vida das populações, ainda mais assumem um papel insubstituível neste período difícil em que vivemos, durante o qual são um forte contributo para a sanidade mental de todos nós, de cada um de nós”.

Segundo o decreto que procedeu à execução da declaração do estado de emergência efetuada pelo Presidente da República, os espaços de comércio a retalho, suspensos de uma maneira geral, podem no entanto permanecer abertos desde que impeçam o acesso dos clientes ao seu interior e vendam os produtos à porta, ao postigo ou os entreguem em casa. Não existe nada que diga especificamente que as livrarias têm de fechar portas.

(via: observador)