EXPOSIÇÃO “EXALTAÇÃO DA NATUREZA” 24 JANEIRO 22 FEVEREIRO

Written by on 22/01/2020

O CPS – Centro Português de Serigrafia inicia o programa de comemorações dos seus 35 anos com uma importante exposição de mestre MarçalExaltação da Natureza, um diálogo entre a pintura e a gravura patente em cerca de 30 trabalhos. Todas as obras em exposição são peças únicas: partem da gravura para, através da intervenção com distintas técnicas de pintura e colagem, nos trazerem a sua poética bem pessoal, prova há tantos anos já dada, do excecional talento e da originalidade do artista.

A inauguração da exposição terá lugar no dia 24 de Janeiro, pelas 18h30, na sede do CPS (Rua dos Industriais, nº 6,  Lisboa).

Nas palavras da crítica de arte e poeta Maria João Fernandes, em Prefácio a esta exposição: “As pinturas e gravuras de Humberto Marçal são verdadeiros poemas eternizando momentos únicos de um diálogo entre almas sensíveis, a do artista e a de uma natureza cúmplice, igualmente sonhadora. Mundo de sombras e de uma luz vibrante, suavemente encantada, mágico dueto de uma noite que divide com ela a magia e a beleza de uma terra maravilhosa, detentora do mistério da sua origem e do seu destino. Delicadas, mágicas, íntimas vibrações da natureza e dos seus segredos que o gesto faz explodir em miríades de um fogo íntimo. Mundo essencial, interior, luminosa celebração da festa das substâncias. Mistura de reinos, oceanos aéreos atravessados por pássaros, flores da sombra, uma lua de ouro e prata fundidos, imagem por excelência da vocação alquímica da obra de um Mestre da Gravura portuguesa atual.”

Centro Português de Serigrafia – Sede
Rua dos Industriais 6 1249-023 Lisboa 
Horário da exposição: 9h30 – 19h30
Patente até: 22 de Fevereiro

Natural de Setúbal, Humberto Marçal, um dos expoentes da obra gráfica contemporânea em Portugal, é, desde 1994, responsável pelas edições de gravura e litografia do Centro Português de Serigrafia onde tem sido um generoso dialogante e sábio transmissor de conhecimentos às novas gerações de artistas. Frequentou a Academia Real de Belas Artes de Liége (Bélgica) como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Trabalhou no ateliê de Georges e Bransen (litografia) e no ateliê Polígrafa, em Barcelona, na área da gravura artística. Foi orientador técnico de cursos e outras ações de formação de gravura, litografia e serigrafia em museus representativos do país, através da Fundação Gulbenkian. Foi responsável, durante vários anos, pela edição de gravura e litografia artística na Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses (Lisboa). Na área do restauro trabalhou desde 1970, na Oficina de Restauro de documentos gráficos do Museu Calouste Gulbenlkian. Foi comissário da Bienal Internacional de Gravura de Alijó, 2010. Enquanto artista-gravador realizou importantes exposições individuais e coletivas, destacando-se em 2014, a exposição retrospetiva em Setúbal, cidade que o viu nascer, e que justamente o agraciou com a Medalha de Honra da Cidade.


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