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PEDRO CÉSAR TELES EXPÕE “AD INFINITUM” 17 JANEIRO A 7 FEVEREIRO

Written by on 15/01/2020

“Pedro César Teles, pintor de reconhecido mérito, com personalidade fortemente expressiva, de uma espontaneidade à flor da pele e de um virtuosismo incontestável, habituou-nos a ser, uma testemunha sensível da nossa época.

Entre harmonias e dissonâncias, surgem das suas obras o espírito moderno do questionamento formal, a quebra do espelho fácil da realidade, substituído pela emergência de um “ mundo interior “, colorido, e formas de alma que traduzem um olhar aguaçado sobre a vida e sobre a arte.

De ano para ano, Pedro César Teles, mercê de uma entrega total à sua arte, tem vindo a definir-se tanto pela necessária maturação da sua técnica, como pela feição caracterizadamente pessoal que consegue imprimir a todos os seus trabalhos.

Essa conquista, em qualidade de matéria, em sensibilidade plástica, foi-se tornando notada nas inúmeras exposições em que já participou, o que justifica o sucesso obtido, passando a ser uma excelente lembrança na memória de todos nós.

A sua trajectória artística, mostra-nos com clareza uma ligação fundamental com a pintura. Todo o seu trabalho é como uma caligrafia do espírito, transmissão directa de impulsos, de reflexões, de sentimentos que pouco a pouco se transformaram em matéria, em forma, em pensamento plástico.

As suas obras adquirem uma extraordinária dimensão, para a consciência emotiva, criando um mundo de expressão, movimento e visualidade, onde as linguagens se encontram num místico prazer.

Toda a sua obra confirma, expressivamente o seu talento e sobretudo a sua técnica, através de um estilo próprio, visão original dos seres, das coisas, concebendo com toda a sua sensibilidade e criatividade, formas que só por si falam e vivem.

O que Pedro César Teles nos propõe através das suas pinturas, são ideias, pensamentos e conceitos plenos de paixão e energia, contundentes na sua construção e morfologia, uma forma de renovação da Arte através de uma obra responsável levada com directrizes dirigidas a deveres artísticos.

Observando as suas obras, encontramo-nos perante enigmas, fascínios, universos simbólicos para serem apreciados pela meditação”.

Álvaro Lobato de Faria
Director Coordenador do MAC
Movimento Arte Contemporânea

Todos os dias são espelhos dum mistério sem fim, daquele que nunca tarda a dissipar-se e se encarrega de criar intermitentes contestações à ordem do tempo. O eterno paradoxo, o invicto memorial das contradições, o engenhoso acareamento do que se perceciona ou existe, ad infinitum…

O mistério não se compadece com disfarçadas singelezas, não se perturba com inépcias ou desentendimentos, não perpetua o que carece da imperiosa pureza dos sentidos. Qual licor adiáfano percorre as entranhas e eterniza a euforia dos dias!?

E, assim, das impressões do artista refulge a OBRA, ad infinitum, com vigor e decoro, consubstanciada pela lealdade ao compromisso de todos os dias. Uma espécie de causalidade sem retorno, um rio sem fim, entre mim e o que em mim é o quem eu me suponho.

Ad infinitum, porque cada dia corresponderá a mais algum espelho a fazer refletir o mistério.

(Pedro César Teles)

Avenida Álvares Cabral 58

Lisboa, Portugal