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“COMO NUM NAUFRÁGIO INTERIOR MORREMOS” DE ALBERTO PEREIRA

Written by on 05/10/2019

1ª edição  apresentada em Lisboa em Março 2019;

2ª edição apresentada em Santiago de Compostela (Espanha) em Maio de 2019.

Prefácio de Gonçalo M. Tavares e posfácio de Ronaldo Cagiano.

GONÇALO M. TAVARES (Escritor, Professor Universitário)

“A epígrafe de Arno Schmidt

E os olhos deles brilhavam
como as janelas de um manicómio em chamas.

dá esse tom de pedido de socorro, por um lado, e de uma certa alucinação. Olhos alucinados, palavras alucinadas neste livro de Alberto Pereira.
O livro avança nesse caminho do desvio constante, desvio que salta sem olhar para trás (…) como se tivesse sido dada a permissão à linguagem para não parar.”

RONALDO CAGIANO (Escritor, Ensaísta, Crítico Brasileiro)

“Alberto Pereira (…) alcança a plena consolidação de sua oficina poética e a estabilidade de seu nome entre as melhores vozes da poesia portuguesa contemporânea, é uma palavra em permanente diálogo com os próprios signos da poesia. Uma característica vital de sua concepção criativa, é que que para o poema — e além dele — o poeta deambula-se com uma permanente inflexão metapoética, num caminho de conectividades, do flerte e da intercessão com outros autores e obras. Estão presentes nesses poemas as suas leituras, as suas preferências, os seus totens, as suas ambiências e empatias artísticas. Um poeta dos encontros e dos encantos, que bebe nas melhores fontes, retém grandes ecos: de Borges a Stravinski, de Cesariny a Whitman, de Einstein a Monet, de Rimbaud a Pina Bausch, da pintura ao teatro, da música ao cinema, da Física ao xamanismo, do Danúbio ao Amazonas, de Miles Davis a Kavafis, da dança à política, muitos são os sopros vitais que o conduzem.”

JAIME ROCHA (Poeta)

“Um monólogo interior torrencial à procura do espaço do poema. O que me agrada na poesia de Alberto Pereira é o fulgor da palavra, o tapete poético que ele estende para o pensamento. A poesia portuguesa contemporânea renova-se, cruza-se num rio de vozes e é aí, nessa fissura de encontros, que Alberto Pereira tece a sua rede de palavras, de referências e de invocações, numa elegância e num envolvimento singulares em que predomina a metáfora, a imagem corpórea e a reflexão filosófica. Uma poesia que surpreende, agita, questiona e comove, o que para o leitor é uma matéria luminosa.”

RICARDO GIL SOEIRO (Ensaísta e Poeta)

“Após o aplauso crítico a Poemas com Alzheimer (Glaciar, 2013) e a Viagem à Demência dos Pássaros (Glaciar, 2017), Alberto Pereira regressa com um livro intenso, pleno de um fulgurante lirismo, em que a desenvoltura rítmica fertilmente se cruza com a exuberância imagética de sempre. Em Como num naufrágio interior morremos, o autor pratica aquilo que Gamoneda apelidou uma arte da memória diante da perspectiva da morte. O próprio título – enigmático, desarmante, visceral – remete para a interrogação da finitude que não pode deixar de assaltar quem a si mesmo se interroga. Forjando um “catálogo para desabar”, exaltando “comícios do ego”, as palavras que aqui semeiam inquietude como que se acendem nessa escuridão feliz, escolhendo arder num fogo lento. Se nos fosse permitido parafrasear desassombradamente a epígrafe deste livro, diríamos apenas que estes versos insistem em brilhar como as janelas de um manicómio em chamas. O poeta di-lo melhor: “Respira como um pântano que acordou”. E nós, leitores de coração feito tumulto, simplesmente obedecemos.”

ALBERTO PEREIRA

Participou em colectâneas de contos e poesia, das quais se destacam: Antología de Poesía Iberoamericana Actual, Antologia da Moderna Poética Portuguesa, Textos de Amor (Museu Nacional da Imprensa)À Sombra do Silêncio/À L’Ombre du SilenceInefável, Cintilações da Sombra III, Bicicletas para Memórias & Invenções IV e VRevista Caliban, Palavra Comum, Literatura & Fechadura, Tlön IV, Nervo III, Cintilações I e II.

Alguns dos seus poemas foram traduzidos para espanhol e francês.

O livro Poemas com Alzheimer deu origem a diversos quadros concebidos pelos pintores espanhóis Martina Bugallo e Sergio Gonzalez Ribeiro. A sua obra foi igualmente recriada por Artistas Plásticos portugueses.

 Obteve os seguintes prémios literários: 1º Prémio do Concurso de Poesia, “Ora, vejamos” (2008); 1º Prémio no Concurso de Poesia da ACAT (2009); 3º lugar no Prémio Sepé Tiaraju de Poesia Ibero-Americana, entre 3027 obras inscritas de 26 países (2009); 1º Prémio do Concurso de Conto “Ora, vejamos” (2009); 1º Prémio do Concurso Literário Conto por Conto (2011); 1º Prémio no XIV Concurso de Poesia Agostinho Gomes (2013); 1º Prémio no Concurso Literário Manuel António Pina, Museu Nacional da Imprensa (2013); Menção Honrosa no Prémio Internacional de Poesia Glória de Sant´Anna (2018).