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“NOS BASTIDORES DA MEDICINA” CÂNDIDO FERREIRA. CHANCELA MINERVA COIMBRA

Written by on 15/08/2019

«Nos Bastidores da Medicina – Reflexões autobiográficas que nunca pensei escrever» , edição com a chancela Minerva Coimbra, apresentado a 17 de Abril na Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) Sala Miguel Torga, e a 13 de Junho, às 21h00 na Ordem dos Médicos, em Leiria.

O autor aborda, em forma autobiográfica, muitos casos reais da atividade médica e cívica do autor, integrando ainda alguns artigos de opinião e intervenções públicas em que também se desdobrou.  Cândido Ferreira escreve no texto inicial que, “com este exercício literário em torno de experiências únicas e em que alguns episódios, pela sua singularidade, até poderão parecer ficção”, ainda continua “a sonhar que pode contribuir para um mundo melhor…”Através de uma escrita fluída, pejada de humor e de crítica mordaz, sem medo de expressar a sua opinião e de usar remates estilísticos de minúcia e ornamentos de filigrana, Cândido Ferreira mostra-nos o seu percurso de vida e os “casos dignos de relato” com que se confrontou, ao longo de mais de quatro décadas.  São histórias com gente dentro.

CÂNDIDO FERREIRA, médico nefrologista, é também um cidadão preocupado com a causa pública. Escritor de pensamento livre, e marcado pelo humanismo, é ainda reconhecido pela sua generosidade e dedicação aos doentes.Durante mais de 40 anos de dedicação à Medicina, multiplicou-se também em inúmeras iniciativas nas áreas cultural, social, cívica, associativa e autárquica. Nascido em Febres, Cantanhede, Cândido Ferreira formalizou recentemente a doação do seu espólio pessoal ao município de Cantanhede no passado dia 7 de abril (data em que completou 70 anos). Foram oferecidas à Câmara Municipal de Cantanhede por Cândido Ferreira e sua mulher Liliana Ferreira, 900 mil peças divididas por 7 áreas de coleccionismo (pintura, mobiliário e artes decorativas portuguesas, arqueologia de todas as civilizações, artesanato de todo o mundo, história do dinheiro, história postal, temas de bibliografia e afins e coleccionismo popular). Este espólio poderá ser visitado em breve no futuro Museu de Arte e do Coleccionismo (MAC), de Cantanhede.
Cândido Ferreira frequentou a escola primária, em Febres, Cantanhede, cumprindo o restante percurso escolar em Coimbra, culminando o curso de Medicina em 1973. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, trabalhador-estudante, delegado de curso e atleta da Associação Académica de Coimbra.Com um notável percurso profissional, em 1976 foi o grande impulsionador do Hospital de Pombal, do qual foi diretor. Entre 1978 e 1982, foi Assistente de Nefrologia na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, tendo ainda frequentado um estágio em Lyon (1980) na área da transplantação renal.Regressado aos Hospitais da Universidade de Coimbra, Cândido Ferreira integrou o programa de “Enxertos de Rim” na Zona Centro, na equipa pioneira dos transplantes renais liderada pelo cirurgião Prof. Linhares Furtado. Aí esteve na organização da primeira consulta de transplantação em Portugal, na primeira colheita de órgãos e acompanhou clinicamente a primeira – e bem-sucedida – transplantação renal com rins de cadáver, sendo o único médico não-cirurgião.Em 1982, enveredou pela diálise privada a partir de Leiria, mas nunca esqueceu a vertente formativa, área em que deu importantes contributos não só à Medicina, mas também à Enfermagem.É autor dos romances “O Senhor Comendador”, “A Paixão do Padre Hilário” e “Setembro Vermelho” (MinervaCoimbra) e de três livros de crónicas – “Os Burros”, “Esmeralda-Sim!…” e “Pelas Crianças de Portugal – A propósito de Esmeralda e de outras causas”. Foi ainda porta-voz de um movimento na blogosfera, criado em torno do “Caso Esmeralda” e coordenador de uma edição sobre Alexis Carrel (Nobel da Medicina em 1912). Já em 2018, publicou mais dois livros: “Pegadas Recentes… – Integrado nas comemorações do encerramento da atividade médica” (MinervaCoimbra) e “A transplantação em Portugal – O meu testemunho” (MinervaCoimbra).No romance histórico “Setembro Vermelho” (Ed. MinervaCoimbra, 2012) confluem as suas vivências da crise académica desencadeada a 17 de Abril de 1969, em Coimbra, comemoração a que simbolicamente se quis associar, cinquenta anos depois.
Cândido Ferreira foi distinguido na Enciclopédia de Artistas Médicos e na Antologia de Ficcionistas da Gândara. É membro convidado, desde 2009, da Sociedade Portuguesa de Escritores e tem merecido ótimas referências pela crítica.  estando neste momento a criar múltiplos núcleos museológicos, em todo o espaço da lusofonia, que integrarão as novecentas mil peças que reuniu, estudou e preservou ao longo da sua vida.