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O Dia Em Que a Música Ardeu

Written by on 13/06/2019

Chuck Berry, 1958.CreditCreditPhoto Illustration by Sean Freeman & Eve Steben for The New York Times. Source Photograph: Michael Ochs Archives/Getty Images.

A notícia do dia 1 de junho de 2008, referia que um incêndio de grandes proporções atingiu uma parte dos estúdios da Universal em Los Angeles.

Nessa altura, a empresa acusou perdas consideráveis reportando a destruição parcial do parque temático do King Kong e algumas cópias de obras antigas que se encontravam num cofre de videos. Na realidade o fogo chegou ao pavilhão conhecido como edifício 6197, que para os trabalhadores da “Universal Studios” era conhecido como o cofre dos videos.

Agora, passados cerca de onze anos, e de acordo com o artigo da autoria do jornalista Jody Rosen do New York Times  “The day that music burned” (para ver o original carregue AQUI), publicado nesta terça-feira 11 de junho, o fogo consumiu muito mais do que o referido na altura, tratam-se na realidade de “masters” de inúmeros álbuns de artistas que vão desde Buddy Holly, Bill Halley, Chuck Berry, Aretha Franklin, Ray Charles, John Coltrane, até artistas mais recentes como Beck, Elton John, Soundgarden, R.E.M.  e Nirvana.

De acordo com o New York Times, a Universal temia a reação de artistas cujos materiais foram destruídos. Segundo o jornal, de acordo com um relatório secreto relativo a uma avaliação interna da empresa, a que teve acesso, “Foi perdida nas chamas, sem dúvida, uma enorme herança musical, estimando-se a perda de cerca de 500.000 títulos de música” o que faz com que o incêndio seja classificado como “O maior desastre da história da indústria fonográfica”.