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“DO OUTRO LADO DO ESPELHO” 25 MAIO TEATRO THALIA LISBOA.

Written by on 23/05/2019

DO OUTRO LADO DO ESPELHO
Orquestra Metropolitana de Lisboa

    H. BerliozHarold em Itália, Op. 16, H. 68
    R. Schumann Sinfonia N.º 2, Op. 61

Solista: Joana Cipriano (viola)
Maestro: Nuno Coelho

Há diferenças notórias entre o estilo musical de Berlioz e aquele praticado pelos compositores alemães do seu tempo. A clareza das suas orquestrações permite distinguir em cada momento os diferentes timbres instrumentais. Mas também é certo que o compositor francês se deixou fascinar pelos imaginários fantasiosos do primeiro romantismo germânico, tantas vezes contagiado por referências literárias. É o caso de Harold em Itália, uma sinfonia de 1834 que divide o protagonismo entre a viola d’arco e a orquestra e se vê inspirada no poema narrativo de Lord Byron «A Peregrinação de Childe Harold». Berlioz acabava de regressar a Itália, o que permite conjeturar alusões autobiográficas. Ainda assim, será um espelho que reflete a consciência da «personagem», e não o relato de experiências de vida. Uma década mais tarde, também Schumann desafiou os contrangimentos formais da tradição clássica, na sua Sinfonia em Dó Maior, com uma «lógica discursiva» baseada na apropriação musical de sentimentos e estados de espírito. Paradoxalmente, na vez da instabilidade anímica e dos sintomas depressivos que o vinham impedindo de trabalhar há cerca de um ano, espelha-se aqui uma disposição combativa, e até mesmo de triunfo.

Na primeira parte teremos “Harold em Itália” de Berlioz, uma sinfonia que divide o protagonismo entre a viola d’arco e a orquestra e se vê inspirada no poema narrativo de Lord Byron «A Peregrinação de Childe Harold».

Na segunda parte, a Sinfonia N.º 2 de Robert Schumann que, na vez dos sintomas depressivos que o vinham impedindo de trabalhar há cerca de um ano, espelha uma disposição combativa e até mesmo de triunfo.

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