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OPERETA “A FILHA DO TAMBOR-MOR” REINAUGURA 125 ANOS DEPOIS TEATRO S. LUIZ.

Written by on 19/05/2019

Teatro São Luiz

A FILHA DO TAMBOR-MOR

DE JACQUES OFFENBACH
DIREÇÃO MUSICAL E DE ORQUESTRA CESÁRIO COSTA ENCENAÇÃO ANTÓNIO PIRES

Foi com A Filha do Tambor-Mor, opereta de Jacques Offenbach interpretada pela Companhia Gargano, de Itália, que se inaugurou o então chamado Theatro D. Amelia, a 22 de maio de 1894. 125 anos depois, o rebaptizado São Luiz revisita aquele que seria o primeiro de muitos espectáculos estreados.

O repto foi lançado ao director musical e maestro de orquestra Cesário Costa, ao encenador António Pires e às escolas artísticas do país. Entre 22 e 26 de Maio, a Sala Luis Miguel Cintra irá acolher cinco representações únicas da opereta A Filha do Tambor-Mor, com entrada livre, mediante levantamento de bilhete.

Com este espectáculo, inserido na programação do FIMFA Lx19 – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas, o São Luiz volta a assumir a produção, o que já não acontecia há muito tempo, segundo comunicado de imprensa.

No palco, vão estar alunos da Universidade de Aveiro, Universidade de Évora, Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Escola Superior de Dança de Lisboa e Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa.

Os participantes foram seleccionados através de audições, para integrarem esta nova versão cantada no original francês e com texto em português. A António Pires e a Cesário Costa juntam-se Paulo Vassalo Lourenço como maestro do coro, Dino Alves nos figurinos, Aldara Bizarro no movimento e A Tarumba – Teatro de Marionetas na cenografia.

Os bilhetes para os espectáculos, com interpretação em Língua Gestual Portuguesa e audiodescrição, vão estar disponíveis no próprio dia, a partir das 13.00, no limite de dois por pessoa.

DIREÇÃO MUSICAL E DE ORQUESTRA Cesário Costa ENCENAÇÃO António Pires MAESTRO DO CORO Paulo Vassalo Lourenço MOVIMENTO Aldara Bizarro FIGURINOS Dino Alves ASSISTENTE DE FIGURINOS Margarida Sales CENOGRAFIA A Tarumba – Teatro de Marionetas / Luís Vieira e Rute Ribeiro (direção artística), Diana Costa, Jimmy Grimes, João Rapaz, Luís Vieira, Paulo Duarte, Rodrigo Pereira, Rute Ribeiro, Vítor Estudante (marionetas e objetos), Janaína Drummond (assistência) APOIO À ELOCUÇÃO João Henriques MAESTRINA ASSISTENTE DO CORO Fátima Nunes ASSISTENTES DE ENCENAÇÃO Manuela Sampaio e Martim Guimarães (Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa), Miguel Bartolomeu (apoio) SOLISTAS Ana Filipa Leitão – Stella; Mariana Pereira de Sousa – Duquesa Della Volta; Carla Martins – Lorenza; Beatriz Maia – Claudine;José Corvelo – Monthabor, tambor-mor; Miguel Reis – Duque Della Volta; Alberto Sousa –  Griolet (Universidade de Aveiro;  Universidade de Évora;  ESART Castelo Branco); João Merino – Tenente Robert; Almeno Gonçalves – Marquês Bambini   ATORES Isaías Viveiros e Laura Aguilar (Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa) BAILARINOS Catarina Rosa Moita, Cristiana Pardal; Inês Aguiar; Inês Coelho Duarte; Inês Coimbra; Joana Franco; Lara Maia; Mafalda Tereno; Raquel Silveira; Rita Carmo e Sofia Portugal (Escola Superior de Dança de Lisboa) CORO Coro Participativo do Festival de Verão ORQUESTRA Orquestra Clássica Metropolitana AGRADECIMENTOS TNSC, J.F. Lumiar; Teatro do Bairro Alto, Museu Nacional de Teatro e Dança, João Mendes Ribeiro, SSCML, Teatro do Bairro, Teatro Praga e ShowPress UMA PRODUÇÃO SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL em coprodução com Universidade de Aveiro, Universidade de Évora, ESART de Castelo Branco, Escola Superior de Dança de Lisboa e Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa.

1894
O Theatro D. Amelia, projeto do arquiteto francês Louis-Ernest Reynaud, modificado em Lisboa por Emílio Rossi e com um fresco do cenógrafo Luigi Manini, é inaugurado em 22 de maio de 1894, no dia do oitavo aniversário do casamento da rainha com D. Carlos I, que não faltam à ocasião. Os jornais da época noticiam a “enchente collossal” na estreia de A Filha do Tambor-Mor, com os espectadores “vestindo toilette de gala”. A crítica à primeira apresentação vem publicada no Occidente, sem poupar palavras: “O desempenho que lhe deu a companhia foi regular, mas não teve nada de notavel. Teve um exito de ensemble, de boa mise en scéne, mas não teve successo accentuado de estrellas. Não houve nenhum artista que desafinasse no conjuncto do desempenho, mas tambem não houve nenhum que se evidenciasse notavelmente, que entre todos desse nas vistas e d’ahi a ausencia de grandes enthusiasmos. A sr.ª Soares, a actriz que fez o papel de filha do Tambor môr, e o actor que fez o papel de tenente Roberto foram os dois artistas que mais agradaram na peça da estreia, este pela sua bonita voz e pela arte com que cantou, aquella já como cantara tambem; mas principalmente como actriz, porque tem graça, vivacidade e alegria. Os comicos fizeram rir por vezes mas pareceram-nos um pouco exagerados n’esta peça, procurando os seus effeitos pelo feitio buffo italiano a que nós não estamos muito habituados.”

22 a 26 maio
Quarta a sábado às 21h, domingo às 17h30

Bilhetes disponíveis no próprio dia, a partir das 13h, no limite de dois por pessoa LOCAL

Sala Luis Miguel Cintra

Entrada Livre sujeita à lotação da sala