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“POR TERRAS DO ZECA” 25 ABRIL PONTE DE LIMA.

Written by on 09/04/2019

A 25 de Abril, às 22h00, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, Por Terras do Zeca | Tributo a Zeca Afonso, com Zeca Medeiros, Filipa Pais, Maria Anadon e João Afonso, Direcção Musical de Davide Zaccaria e com a participação de Armindo Neves (guitarra eléctrica), Pedro Batalha (baixo) e André Sousa Machado (bateria), numa produção da TradiSom.

Os bilhetes (6,00€) serão disponibilizados a partir das 9h00 do dia 10 de Abril (quarta-feira).

O número máximo de entradas a adquirir será de 4 bilhetes por pessoa, apenas no caso de existirem filas para a procura dos mesmos, podendo ir até ao máximo de 6 bilhetes por pessoa no caso de espectadores que pretendam adquirir a totalidade de lugares de uma frisa ou camarote de 1.ª classe ou camarote de 2.ª classe, com esse número de lugares (6 lugares), conforme constar na planta de lugares publicitada na Bilheteira do Teatro Diogo Bernardes e no website municipal, também apenas no caso de existirem filas para a procura dos mesmos.

Relativamente aos pedidos realizados por correio electrónico, apenas serão atendidos os recebidos a partir da hora e data de disponibilização na bilheteira física, divulgada no mural oficial do facebook, nas mesmas condições acima indicadas e após serem satisfeitas as aquisições presenciais.

Maiores de 6 anos.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt.

Enquanto concerto centralizado na figura de Zeca Afonso, este trabalho é um tributo à sua obra, quer como compositor, quer como poeta.
Assim, apresentamos um espectáculo rico, desde as suas composições mais conhecidas, como “Verdes são os campos”, “Que amor não me engana”, “Índios de meia praia” e “Venham mais cinco”, que surgem revestidas de novos arranjos, a temas originais baseados na sua figura, bem como outras composições menos conhecidas pelo público, como são exemplo “Papuça”, “Lá no Xepangara” e “Ali está o rio”. O espectáculo contará com interpretações em variados formatos, nomeadamente em dueto, quarteto e a solo.

João Afonso
Filho de uma irmã de Zeca Afonso, viveu em Moçambique até 1978, com os seus pais e irmãos. Estudou Agronomia no ISA, em Lisboa, onde foi colega de José Eduardo Agualusa.
Colheu influências da música urbana africana e da música popular portuguesa, esta última pela influência de Zeca Afonso. A sua colaboração em Maio Maduro Maio (1994), em parceria com José Mário Branco e Amélia Muge, valeu-lhe a atribuição do Prémio José Afonso.
Posteriormente, Missangas (1997), o seu primeiro álbum a solo, fez jus ao título de Melhor Voz Masculina Nacional, distinção do jornal Blitz. Seguiram-se Barco Voador (1999), Zanzibar (2002) e Outra Vida (2006), neste último, já com a direção musical e arranjos de João Lucas. Com ele ao piano, estruturou Um Redondo Vocábulo (2009), apenas com canções de Zeca Afonso. A sua colaboração estendeu-se ainda a álbuns de Júlio Pereira, Luís Pastor, Uxía, Filipa Pais e a bandas como o Grupo Mestisay e Quinta do Bill.
Em 2014 edita “Sangue Bom” Músicas de sua autoria de poemas de Mia Couto e de José Eduardo Agualusa.

Zeca Medeiros
José Medeiros, músico, compositor, actor e realizador, conhecido também no meio artístico por Zeca Medeiros, nasceu no dia 9 de Dezembro de 1951, em Vila Franca do Campo, na Ilha de São Miguel, Açores. As suas obras ficaram na memória colectiva, puras referências do cinema da nossa televisão pública. Séries como “Mau Tempo no Canal”, “Xailes Negros” ou “Gente Feliz com Lágrimas”. Além de ter sido o realizador dessas obras, também foi da sua alçada a composição das respectivas bandas sonoras. Em alguns casos, dando voz a intérpretes, como Minela, Dulce Pontes ou Susana Coelho.
Começou a sua vida pela música, tocando a bordo do paquete de seu nome “Funchal”, quando este, a dada altura, deixou de efectuar as ligações marítimas às ilhas dos Açores e da Madeira, e entrou na era dos cruzeiros.
Algum tempo depois, após cumprir o serviço militar, iniciou o seu trabalho para a RTP, entrando para os quadros da estação, em Lisboa, percorrendo um longo trilho de várias
aprendizagens, desde as VTPs até Assistente de Realização.
A abertura da televisão no arquipélago dos Açores fez com que regressasse às suas terras de origem. Aí, deu início à sua carreira de realizador, que o levou à ribalta e mostrou ao mundo o que se fazia nos Açores, com os fracos recursos que existiam na região, na altura.
Prémios: Prémio José Afonso (CD Torna Viagem), Prémio Carreira, Prestígio (Açores 2006), Nomeação para o Prémio Autores, Melhor tema de 2011.

Filipa Pais
Ainda muito jovem aparece a cantar no tema “Queda do Império” de Vitorino Salomé.
Trabalha com os irmãos Salomé no projecto Lua Extravagante, que lançam em disco no ano de 1991.
Em 1996 lança o seu primeiro disco a solo: “L’Amar”.
Colabora com António Chaínho no tema “Fado da distância” e em “Fado da adiça” incluído na compilação “Onda Sonora: red Hot + Lisbon”.
Em 2002 participa na peça “Alma Grande” do grupo de teatro “O Bando” estreada no dia 25 de Maio durante o Festival Cantigas de Maio.
O seu segundo álbum, “À Porta do Mundo”, é editado em 2003. No ano seguinte grava o álbum “Estrela” com José Peixoto.
Em 2005 é lançado o disco “Cantos na Maré” gravado ao vivo em 16 de Agosto de 2003 em Pontevedra com Chico César (Brasil), Uxía (Galiza), Filipa Pais (Portugal), Manecas Costa (Guinné Bissau), Xabier Díaz (Galiza), Jon Luz (Cabo Verde), Astra Harris (Moçambique) e Batuko Tabanka (Galiza-Cabo Verde).
Ainda em 2010 colabora com Vitorino Salomé e com Francisco Ribeiro em Desiderata A junção do bem.
Com Janita Salomé, Rita Lobo e Yami grava os discos “Muxima” e “Muxima ao vivo” de homenagem à obra do Duo Ouro Negro.
Participa no espectáculo “Memorial” com Carlos Mendes e Fernando Tordo.

Maria Anadon
Maria grava o seu primeiro CD, em 1995, intitulando-o de Why Jazz”. Acompanhada pelo quarteto feminino norte-americano Unpredictable Nature, na contracapa responde That’s Why !”. Este trabalho, gravado em inglês, foi contemplado pelo Ministério da Cultura com o Manifesto de Interesse Cultural.
Entretanto surge “Cem Anos”, o segundo CD, editado em Novembro de 1998 pela Movieplay Grove.
“Cem anos” é um trabalho lusitano, que recolhe influências várias: o Fado de Lisboa, o cheiro a café de África, os sons da América Latina ou o ambiente dos clubes de Jazz de New Orleans . Também este trabalho foi merecedor da classificação de Manifesto de Interesse Cultural.
Em 2000, é a convite do pianista Arrigo Cappelletti que parte para uma série de concertos em Itália com um projecto inovador sobre o Fado e o Jazz com textos dos nossos melhores poetas contemporâneos: Fernando Pessoa, Sofia de Melo Breyner , Mário de Sá Carneiro,
Teresa Rita Lopes, entre outros.
Neste ano, em simultâneo, inicia a gravação de um novo trabalho com o grupo Terra d’Água, editado pela Forrest Hill Records (etiqueta italiana), tendo sido lançado no mercado em concertos em Portugal e na Holanda.
O seu trabalho como professora engloba a apresentação de workshops de voz tendo, como público-alvo alunos de canto e profissionais da voz (professores).
O terceiro álbum a solo, intitulado “A Jazzy Way”, conta com a participação do grupo norte-americano Five Play.