Current track

Title

Artist

Current show

 

Background

MAAT APRESENTA PROGRAMAÇÃO PARA 2019.

Written by on 01/01/2019

O MAAT acaba de revelar a sua programação para 2019, na qual constam 18 exposições: 9 internacionais e 9 nacionais.

No ano em que vamos conhecer o vencedor da 14ª edição do Prémio Novos Artistas Fundação EDP, o MAAT apresenta exposições de 3 artistas vencedores de edições anteriores, Carlos Bunga, Ana Santos, Vasco Araújo, e dos finalistas Mariana Caló e Francisco Queimadela, Carla Filipe e Vasco Barata, reforçando assim o seu compromisso de representar artistas portugueses na sua programação e de contribuir para a sua internacionalização.

Destacar ainda que Hello, Robot (Vitra Design Museum), Carlos Bunga e Ana Santos inauguram a programação de 2019, já a 22 de Janeiro.P

HELLO, ROBOT

Vitra Design Museum

Inaug 22 Jan / 23 Jan – 22 Abril

Central 1

Hello Robot é uma exposição da Vitra Design Museum, que examina pela primeira vez o boom atual da robótica com exemplos de robots domésticos, industriais, na ciência médica, cinema e literatura.

CARLOS BUNGA

Curadoria: Iwona Blaswick

Inaug 22 Jan / 23 Jan – 20 de Maio

Central 2

A exposição do artista português Carlos Bunga, prevista para novembro de 2018, reunirá um conjunto de trabalhos realizadas nos últimos 10 a 15 anos e algumas obras novas, nomeadamente um projeto site-specific de grande escala que explora questões mais diretamente relacionadas com o cruzamento entre arquitetura, escultura e pintura. Esta será a primeira grande exposição monográfica do artista em Portugal e integra as mid-career surveys, pretendendo apresentar aspetos pouco conhecidos da sua produção artística, bem como atualizar o conhecimento sobre a obra e processo de trabalho. Refira-se ainda que a exposição, irá contar com uma parceria da Fundação Carmona e Costa que, em simultâneo, irá inaugurar a primeira exposição exclusivamente de desenho e contribuir com o livro a ser publicado no contexto da exposição no MAAT.

ANA SANTOS

Curadoria: Ana Anacleto

Inaug 22 Jan / 23 Jan – 20 Maio

Cinzeiro 8

Com uma obra desdobrada em dois tipos de estratégias produtivas, Ana Santos (1982, Espinho) posiciona-se na fronteira entre as grandes tradições escultóricas da modernidade. Com uma carreira ainda recente, tem desenvolvido um trabalho idiossincrático, despojado, silencioso, colocando a tónica da sua investigação em pequenas ou quase invisíveis ações que vai protagonizando no contexto das exposições individuais que nos tem vindo a apresentar.

A assunção e apropriação de objetos funcionais encontrados ou adquiridos revelando uma particular atenção às suas características formais e ao seu potencial de imanência, por um lado, e o trabalho de transformação direta de materiais tradicionais no campo da escultura como a madeira, o mármore ou o metal, definem em grande medida o seu corpo de trabalho.

Na exposição a apresentar no Cinzeiro 8, reunir-se-á um conjunto de esculturas inéditas (produzidas para este contexto de apresentação) e que decorrem do desenvolvimento de trabalhos mostrados na sua exposição individual na Galeria Quadrado Azul, no Porto, em 2018.

FICÇÃO E FABRICAÇÃO

Curadoria: Pedro Gadanho e Sérgio Fazenda Rodrigues

Inaug 19 Mar / 20 Março – 19 Ago

Galeria Principal e Video Room

A exposição Ficção & Fabricação pretende analisar o surgimento de práticas fotográficas que, resultantes da influência do campo das artes visuais ou da era pós-Photoshop, introduziram novas tendências e linguagens no modo como a arquitetura é representada e, assim, integra uma ampla cultura visual contemporânea. Os trabalhos apresentados nesta exposição contribuem não só para uma leitura critica da arquitetura neles representada, como também para a sua perceção alterada.

Dividida em secções, a exposição engloba trabalhos de artistas como Thomas Demand, Filip Dujardin, Andreas Gurski, Thomas Ruff, Edgar Martins, André Cepeda, entre outros.

PRÉMIO NOVOS ARTISTAS FUNDAÇÃO EDP

Curadoria: Inês Grosso, João Silvério e Sara Antónia Matos

Inaug 14 Maio / 15 Maio até 9 Set

Central 1

O Prémio Novos Artistas Fundação EDP foi instituído pela Fundação EDP em 2000 e destina-se à revelação de novos valores da criação nacional no domínio das artes visuais. Com periocidade bienal, é atualmente reconhecido como um dos prémios mais significativos no panorama artístico português, tendo já premiado alguns dos mais importantes artistas nacionais, como Joana Vasconcelos, Leonor Antunes, Vasco Araújo, Carlos Bunga, Gabriel Abrantes, Claire de Santa Coloma, entre outros. Os 6-9 finalistas vão ser conhecidos já em janeiro e vão apresentar os seus trabalhos entre maio e setembro.

PEDRO TUDELA

Curadoria: Miguel Von Haffe Perez

Inaug 14 Maio/ 15 Maio – 13 Outubro

Sala das Caldeiras

A carreira de Pedro Tudela (1962, Viseu) congrega um já longo e multifacetado percurso artístico assente numa grande diversidade de propostas. Inicialmente reconhecido como pintor (desde os anos 1980), tem vindo a desenvolver mais recentemente uma interessante investigação nos domínios da instalação, trabalhando dedicadamente sobre uma ideia de ‘edição’.

Esta questão tem tido um lugar privilegiado na sua atividade como músico, na sua prática de editor fonográfico, ou nas manifestações que tem apresentado na área da escultura com uma forte conotação performativa. As suas instalações simultaneamente objetuais e sonoras ativam a performatividade do espaço em que operam constituindo-se como veículos de leitura ficcional do espaço.

Na sequência de intervenções site-specific anteriormente apresentadas neste espaço, apresentamos agora mais uma obra concebida especificamente para este contexto, tendo o lugar e as suas características como ponto de partida e pretexto.

XAVIER VEILHAN

Curadoria: Pedro Gadanho e Rita Marques

Inaug 14 Maio/ 15 Maio – 13 Outubro

Cobertura MAAT

A intervenção do artista francês Xavier Veilhan será a primeira a ativar a cobertura do novo edifício do MAAT, respondendo ao facto de esse ser um espaço privilegiado do ponto de vista da afluência do público ao museu. Recorrendo a novas estátuas de uma série que o artista tem vindo a desenvolver ao longo dos anos, três a quatro figuras, criadas em alumínio fundido, vão tornar-se habitantes permanentes da cobertura visitável do museu, estabelecendo um diálogo com a arquitetura do edifício em que se alude a questões do uso e da escala deste espaço único. A inauguração da exposição coincide com a realização da ARCO Lisboa, assinalando a primeira vez que os públicos deste evento acederão ao MAAT através da ponte pedonal desenhada por Amanda Levete.

SPECIAL COMMISSION: JESPER JUST

Curadoria: Pedro Gadanho e Irene Campolmi

Inaug 14 Maio / 15 Maio – 2 Set

Galeria Oval

Com inauguração prevista para Maio de 2019, por ocasião da ARCO Lisboa, o MAAT apresenta a sétima instalação especifica na Galeria Oval com uma encomenda ao artista dinamarquês Jesper Just.

A instalação pretende ocupar toda a galeria e apresentar a peça Servitude, uma instalação vídeo de 8 canais com um grande elemento escultórico e arquitetónico, previamente apresentada no Palais de Tokyo (2015), e uma nova instalação vídeo de 3 canais comissionada pelo MAAT.

Como é habitual na sua prática, Just irá unir as componentes visuais da obra através do som e musica, envolvendo a galeria num espaço imersivo que se torna parte central da narrativa do artista.

CARLA FILIPE

Curadoria: Luís Silva e João Mourão

Inaug 14 Maio / 15 Maio – 09 Setembro

Project Room

A exposição individual da artista Carla Filipe no MAAT inaugura a programação de 2019 do Project Room – um espaço dedicado à apresentação de artistas portugueses e pelo qual, em mais de um ano, passaram alguns dos nomes mais importantes da produção artística nacional, como por exemplo, João Louro, Ângela Ferreira, Miguel Palma e Grada Kilomba.

Com curadoria de João Mourão e Luís Silva, a exposição de Carla Filipe, que, foi finalista do Prémio Novos Artistas 2011, irá incluir uma série de trabalhos novos, especificamente concebidos para o Project Room do MAAT, em diálogo com trabalhos antigos, propondo um olhar retrospetivo sobre a sua obra.

VASCO ARAÚJO

Curadoria: Ana Cachola e Inês Grosso

Inaug 4 Jun/ 5 Junho – 9 Setembro

Central 2

A exposição Da Voz ao Corpo propõe uma visão transversal da obra de Vasco Araújo a partir da relação e inter-relação que o artista estabelece entre a performatividade da voz e do corpo, enquanto instrumentos de construção de identidades, mas também enquanto estratégia criativa para combinar noções de autobiografia e evocações literárias, ficção e realidade.

Esta exposição marca os vinte anos de produção artística de Vasco Araújo – 1999 a 2019 – e integra-se na programação da Fundação EDP – MAAT pela relevância do percurso nacional e internacional do artista, que foi também um dos primeiros vencedores do Prémio EDP Jovens artistas, em 2002.

MARIANA CALÓ E FRANCISCO QUEIMADELA

Curadoria: a definir

Inaug 4 Jun/ 5 Junho – 13 Outubro

Cinzeiro 8

A trabalhar como dupla artística desde 2010, Mariana Caló (1984, Viana do Castelo) e Francisco Queimadela (1985, Coimbra) apresentarão no Cinzeiro 8 um conjunto de obras inéditas associadas a obras recentemente produzidas.

Da sua prática artística fazem parte o vídeo, o filme de 8 e 16 mm, os diaporamas, o desenho, a escultura e a pintura, que surgem geralmente associados na forma de instalações criando ambientes visuais organizados com enorme rigor.

Recorrendo ao uso de ferramentas visuais analógicas, como os filmes em película – sendo muitos deles construídos a partir da montagem sequencial de fotografias – torna-se particularmente evidente o interesse que manifestam pelas questões da perceção aliadas à passagem do tempo, às suas manifestações e interpretações.

Com um imaginário rico e muito baseado na presença de criaturas mitológicas, animais, seres ficcionais e personagens protagonizando ritos ancestrais, as suas apresentações transformam-se em verdadeiros estudos antropológicos.

PLAYMODE

Curadoria: Filipe Pais e Patricia Gouveia

Inaug 10 Set / 11 Set – 17 Fev

Galeria Principal

As artes sempre se dedicaram mais às ambiguidades do lúdico e da brincadeira do que às regras e aos constrangimentos do jogo. No entanto, a ambiguidade dos conceitos de jogo e brincadeira tanto servem para aqueles que amam os jogos, como nos alertam para a ludificação do mundo que os desvirtua e se apropria deles de forma superficial. Muitos artistas compreenderam o poder de transformação do jogo e da brincadeira, integrando-os nas suas obras com propósitos distintos – evasão à realidade, construção e transformação social, subversão, ou crítica dos próprios mecanismos de jogo. Recorrendo a obras existentes e a novas encomendas de peças por artistas de vários países, a exposição Playmode apresenta uma reflexão sobre estes aspetos em diferentes práticas artísticas. Mas sugere também uma reflexão da influência do jogo e da brincadeira na sociedade, com um foco especial no processo de ludificação da sociedade.

BASIM MAGDY

Curadoria: Inês Grosso e Irene Campolmi

Inaug 10 Set / 11 Set – 17 Fev

Video Room

Nascido no Egito e residente em Basileia na Suíça há vários anos, Basim Magdy irá apresentar um novo trabalho filmado em diferentes localidades de Portugal, incluindo, entre outras, o Núcleo de Arte Rupestre de Vila Nova de Foz Côa e o recinto megalítico dos Almendres no Alentejo. Debruçando-se sobre uma série de temáticas políticas e sociais que marcam o mundo e a sociedade do século XXI, o seu trabalho estabelece-se na fronteira entre narrativa ficcional e historiográfica, produzindo múltiplas camadas de interpretação e significados que, não raras vezes, ampliam exponencialmente a complexidade da sua obra.

Magdy foi eleito o “Artista do Ano” em 2016 pelo Deutsche Bank e em 2014 pelo conceituado Abraaj Group Art Prize.

TRIENAL DE ARQUITECTURA: ECONOMIA DE MEIOS

Curadoria: Éric Lapierre

Inaug 4 Out / 4 Out – 2 Dez

Central 1 e Central 2

Parte da 5ª edição da Trienal de Arquitectura de Lisboa intitulada “A Poética da Razão”, a exposição Economia de Meios investiga o que faz desta categoria ao mesmo tempo uma marca e uma pré-condição para uma arquitetura racional. Recolhendo um grande número de exemplos históricos e contemporâneos, esta exposição propõe uma tipologia dos efeitos da economia de meios até aos nossos dias, questionando os que podem ser explorados hoje.

SPECIAL COMMISSION: ANGELA BULLOCH

Curadoria: a definir

Inaug 4 Out / 4 Out – 6 Abr

Galeria Oval

O trabalho de Angela Bulloch (1966, Ontario, Canada) explora diversas formas, manifestando todas elas um particular fascínio por sistemas, padrões e regras, situando-se num território criativo entre a matemática e a estética.

Com formação no Goldsmiths College, em Londres, e fazendo parte da geração vulgarmente conhecida como “YBA” (Young British Artists), o seu trabalho tem vindo a desenvolver-se no sentido de uma depuração formal e técnica. As ‘pixel boxes’, o seu contributo mais popular, eram originalmente construídas em madeira, contendo numa das faces um ecrã de plástico que era atravessado pela projeção intermitente de luzes coloridas, produzindo padrões visuais que variavam entre a total monocromia ou o mais complexo mosaico. Prestando homenagem à tradição minimalista, estas peças foram evoluindo tecnológica e formalmente tendo-se transformado as suas instalações em puras abstrações visuais, convocando a perceção do espectador nas suas mais variadas dimensões.

Na tradição das intervenções anteriormente apresentadas na Sala Oval, propõem-se agora a apresentação de mais uma instalação especificamente concebida para este contexto, permitindo aliar a investigação desenvolvida pela artista no domínio da perceção do espaço e do tempo com as particularidades espaciais e acústicas da sala em questão.

JOÃO PEDRO VALE & NUNO ALEXANDRE FERREIRA

Curadoria: Inês Grosso

Inaug 4 Out / 4 Out – 17 Fev

Project Room

A exposição da dupla de artistas, João Pedro Vale & Nuno Alexandre Ferreira, têm como ponto de partida uma investigação realizada em Paris ao abrigo do programa de residências artísticas da La Cité internationale des arts. Os artistas irão recorrer a episódios da emigração portuguesa das décadas de 60 e 79, nomeadamente para França, e ao seu papel na formação de comunidades temporárias, os chamados bidonvilles, para fazer uma analogia entre a ideia de corpos em trânsito, do migrantes e refugiados, com o transexual e transgénero.

Durante o período de residência em Paris, será feita uma recolha de testemunhos, registos fotográficos e em vídeo de espaços de memória. Esta recolha será usada como base para o desenho e definição de uma escultura/instalação que se pretende pensada em alusão aos espaços arquitetónicos que contêm vestígios, quer da emigração portuguesa, quer dos corpos em trânsito ou em transição acima referidos.

VASCO BARATA

Curadoria: Carolina Grau

Inaug 29 Out / 30 Out – 20 Jan

Cinzeiro 8

Vasco Barata (Lisboa, 1974) foi convidado para realizar um novo projeto expositivo para a sala do Cinzeiro 8 onde irá apresentar um conjunto de trabalhos especificamente pensados para este espaço.

Vasco Barata, que foi finalista do Prémio EDP Novos Artistas em 2011, tem vindo a apresentar desde o final dos anos 90 um trabalho pontuado pelo uso da fotografia e do vídeo, associados ao desenho e à instalação. Na sua obra, identifica-se um interesse pelo cinema e dispositivos cinematográficos, pelos códigos da linguagem, assim como referências à cultura popular.

ARTISTS’ FILM INTERNATIONAL 2019

Curadoria: a definir / Whitechapel

Inaug 29 Out / 30 Out – 27 Abr

Sala das Caldeiras

O MAAT é a uma das instituições a integrar o Artists’ Film International, um programa dedicado à exibição de vídeos, filmes e animações realizadas por artistas de todo o mundo. Iniciado em 2008 pela Whitechapel Gallery (Londres), este programa é agora uma parceria global que reúne 18 instituições. Pelo quarto ano consecutivo, o MAAT apresentará na Sala das Caldeiras mais uma versão do programa subordinada, anualmente, a um determinado tema.

Cabe, anualmente, a cada instituição a escolha de uma obra de um artista emergente no seu país, partilhando-o com as restantes. O conjunto dos trabalhos é depois exibido nos países das instituições participantes, apresentando lado a lado artistas com práticas profundamente enraizadas nos seus contextos individuais. Num momento em que o tema da descolonização da arte e da crítica, face à tradicional perspetiva eurocêntrica ocidental, está no centro dos debates contemporâneos, o Artists’ Film International promove o diálogo entre culturas e práticas artísticas, entre centro e periferia.

(via: infocul)

Tagged as