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“A NOITE MAIS LONGA DE TODAS AS NOITES” DE HELENA PATO. CHANCELA EDIÇÕES COLIBRI.

Written by on 09/12/2018

A Noite Mais Longa de Todas as Noites  1926-1974

 
«Obra de uma precisão exemplar e simultaneamente de uma beleza límpida no seu veio narrativo, enquanto tessitura de recordações assumidamente pessoais embora arreigadamente políticas (…).
A Noite Mais Longa de Todas as Noites é pois uma obra tecida com o fio do júbilo dos ideais, mas igualmente com os acontecimentos vividos no nosso país, então asfixiado por uma longa, cruel e impiedosa ditadura. Sendo tudo isto elaborado com uma vivacidade e uma argúcia que nos leva a lê-la até chegar ao fim, para logo desejar tornar ao seu começo». [MARIA TERESA HORTA]
«Nunca vi as comemorações do 1.º de Maio no Rossio de Lisboa, em tempo de clandestinidade, tão intensamente descritas (e vividas) como no relato de Helena sobre esse dia de 1962». [LUÍS FARINHA]
«As estórias que Helena Pato vai contando valem, primeiro, pela valência pessoal de sabor autobiográfico, de grande despojamento, sobriedade e elegância, mesmo se tal não é o principal propósito, e, depois, por serem o retrato de uma época de ‘resistência contra a ditadura’». [JORGE SAMPAIO]

Índice:

“Uma escrita luminosa” de Maria Teresa Horta1. Medos2. Da aldeia para Lisboa3. Uma infância no Pós-guerra4. Erva das valetas, minha senhora5. Um vestido sem mangas no liceu?6. O Decreto-Lei e a pancadaria nas escadinhas7. A Biblioteca Cosmos e a rádio clandestina8. Os combates no fim da adolescência: da Politécnica a Campo de Ourique9. A-ssa-ssi-nos! A-ssa-ssi-nos!10. Dia do Estudante: um, dois, três, e lá ia ele outra vez…11. A Fuga12. Flausina em tempo de resistência13. Alfinetadas14. Um réveillon triste15. As Simones16. De cerzideira a auxiliar de limpezas pesadas17. Exílio no feminino18. Missiva no tempo das cerejas19. Mudanças na Primavera20. Coimbra cheirava a flores21. Exílio no Quartier Latin22. História de uma viagem rumo ao socialismo23. Primeiro de Maio, dia de muguet24. O sofrimento não tinha fim e a guerra colonial também não25. Condenado à morte no prazo concedido pela PIDE26. Conta comigo!27. Jogo de futebol no Pinhal de Leiria28. A minha prisão e a náusea29. Solidão: arma tão poderosa como a tortura30. Erro meu, má fortuna31. Mães em tempo de ditadura32. Cinco segundos33. Um pai natal34. Uma pêra e tudo sem sentido35. A blusa das flores36. Dias alegres aqueles37. Um bife na Brasileira do Chiado38. Acordar em casa39. Vozes embrulhadas em silêncio40. Um amor, dois filhos, uma vida41. O cabelo branco do amigo clandestino42. Traficando dólares43. A menina que veio do frio44. Marcelo deixa cair a máscara45. As férias, a PIDE e a GNR46. Encontros clandestinos num portão do Jardim da Estrela47. Um situacionista com carácter48. Os garotos que roubavam fruta na mercearia do bairro49. Ricas vizinhas50. Roubo de um carro às forças policiais51. A prisão de José Tengarrinha52. Dois tiros na noite e as nossas horas de aflição53. É pide, é pide, é pide!54. Os professores na alvorada da Revolução55. Confissões, traições e favores56. Ana, uma negrinha doce que tapava o riso57. No teu voto a força do Povo58. Canção das Pombas Adormecidas59. Um Memorial60. Valeu a pena, simUma memórias despojadas mas empolgantes de Luís FarinhaEncontros com a História de Jorge Sampaio 
Helena Pato nasceu em Mamarrosa (Aveiro), em 1939. Militou activamente na Resistência, durante as duas décadas que antecederam a Revolução, tendo sido presa e detida várias vezes pela polícia política. Acompanhou o marido no exílio até ao seu falecimento, em 1965. Em 1967 esteve presa seis meses na Cadeia de Caxias, sempre em regime de isolamento. Dirigente estudantil (1958 a 1962); dirigente política da CDE (1969 a 1970); fundadora do MDM (1969) e sua dirigente (1969 a 1971). Integrou o núcleo de professores que, durante o fascismo, dirigiu o movimento associativo docente (1971 a 1974). Fundadora dos sindicatos de professores (1974), foi dirigente do SPGL nos seus primeiros anos. Licenciada em Matemática, a sua vida profissional foi dedicada ao ensino de crianças e de jovens e à formação docente: leccionou durante 36 anos no ensino público e publicou livros e estudos, no âmbito da Pedagogia e da Didáctica da Matemática. Coordenou Suplementos de Ciência e de Educação em jornais diários. Dirigente do Movimento Cívico Não Apaguem a Memória (NAM), desde 2008; presidente do NAM de 2012 a 2014. Em 2013 criou no facebook e coordena, desde então, a página Antifascistas da Resistência e o grupo Fascismo Nunca Mais. Publicou dois livros de memórias do fascismo: Saudação, Flausinas, Moedas e Simones (2005, Editora Campo das Letras) e Já uma Estrela se Levanta (2011, Editora Tágid
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