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    “O VENTO NUM VIOLINO” DE CLAUDIO TOLCACHIR NO TEATRO DA POLITÉCNICA LISBOA DE 5 SETEMBRO A 13 OUTUBRO.

    Written by on 02/09/2018

    O VENTO NUM VIOLINO de Claudio Tolcachir.

    Amores sem limites e pessoas capazes das atitudes mais desesperadas em nome desse amor são o centro da peça “O vento num violino”, que os Artistas Unidos (AU) estreiam a 05 de setembro, no Teatro da Politécnica, em Lisboa.

    “Tudo o que vejo está nos teus olhos” é como começa a peça do dramaturgo e encenador argentino Claudio Tolcachir, nascido em Buenos Aires, em 1975, que os AU estreiam agora numa criação coletiva depois de, em 2017, terem editado textos de três autores argentinos, um dos quais Tolcachir, de quem fizeram uma leitura encenada.“E assim nos apaixonámos por ele”, frisaram à Lusa Andreia Bento e Pedro Carraça, dois dos atores da companhia dirigida por Jorge Silva Melo que interpretam a peça.Uma casal de mulheres que tenta desesperadamente engravidar, duas mães que tentam, em vão, proteger os filhos de todos os perigos do mundo, um homem submisso e completamente dependente da mãe, e um doutor, que não se chegar a perceber se é psicólogo, psiquiatra ou psicoterapeuta, são as personagens da peça.Sara Inês Gigante (Celeste), Pedro Baptista (Darío) e Margarida Correia (Lena) são o triângulo fundamental deste drama social, marcado pelo desejo desenfreado do casal de mulheres em ter um filho.Para isso, Celeste e Lena estão dispostas a tudo. Mesmo a uma violação. Tudo para que Celeste venha a ser mãe do “menino, bem morenaço” que Lena, logo no início da peça, vislumbrara ao colo de Celeste enquanto esta o amamentava.Num cenário despojado — uma mesa, cadeiras, uma cama, um sofá, um baú e poucos mais adereços preenchem o palco — desenrola-se, assim, uma peça que se passa tanto na casa de Dora, mãe de Celeste, como na de Mecha, mãe de Darío, ou no consultório de Santiago.E é neste espaço que as cinco personagens, todas no fio da navalha e “sempre à beira do precipício” são “capazes de tudo em nome do amor”, explicou Andreia Bento.Mesmo “coisas que a sociedade considere menos corretas”, acrescentou, no final de um ensaio para a imprensa, Isabel Muñoz Cardoso, que também interpreta.Esta peça do dramaturgo argentino fundador da Companhia e Escola Timbre 4, que, com regularidade, apresenta os seus espetáculos na sua sala em Buenos Aires e no estrangeiro, é um texto sobre pessoas que não se coíbem de transgredir todas as regras e todas as convenções sociais para viver os seus afetos.Contudo, não é por isso que “O vento num violino” deixa de ser uma peça em que as personagens vivem em sofrimento e amargura constantes.Assim, “O vento num violino” é uma peça que pode acontecer em qualquer parte do mundo nos dias de hoje, argumentou Isabel Muñoz Cardoso.“É uma peça sobre como o amor é possível dentro daquilo que pode ser considerado disfuncional”, acrescenta a atriz que interpreta Mecha, mãe de Darío, sublinhando tratar-se também de um texto sobre o desejo, “o desejo de ser feliz, mesmo que a felicidade apenas se obtenha através do desespero”.Com cenário e figurino de Rita Lopes Alves e luz de Pedro Domingos, a peça da companhia dirigida por Jorge Silva Melo vai estar em cena no Teatro da Politécnica até 13 de outubro.Teatro da Politécnica de 5 de Setembro a 13 de Outubro
    3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Sáb. às 16h00 e às 21h00 CELESTE Tudo o que vejo está nos teus olhos. Olha… Olha…Mulheres que se amam, procuram desesperadamente um filho. Mães com filhos, desesperadas por assegurar-lhes a felicidade. Filhos desorientados. E o amor que atravessa tudo. (via: bol, artistasunidos, dn)