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MUSEU DO FADO DISPONIBILIZA EM ARQUIVO SONORO DIGITAL 3MIL CANÇÕES DATADAS DOS ANOS 1900 A 1950.

Written by on 28/08/2018

Museu do Fado disponibiliza 3 mil canções lançadas entre 1900 e 1950.

O Museu da Fado, em Lisboa, disponibilizou o acesso a 3 mil canções do estilo musical mais importante da cultura e história portuguesa, o fado. As músicas são datadas dos anos 1900 a 1950, quando o estilo começou a ser popularizado em todas as regiões de Portugal e no mundo. Para as ouvir, basta aceder ao arquivo sonoro digital criado pelo museu. Há duas opções de busca: de acordo com o nome do intérprete ou pelo nome do fado, ambas ordenadas alfabeticamente. Após selecionar o arquivo de áudio desejado, uma nova janela é aberta, que exibe a foto original do disco de origem e dois botões com as opções “play” e “pausa”. O fado normalmente é cantado por uma única pessoa, acompanhada pelo som da guitarra clássica, que no meio fadista é conhecida como viola, e guitarra portuguesa. Os seus primeiros registos são dos anos 1800, em Lisboa, quando as canções eram de autoria desconhecida e passados apenas oralmente, de geração em geração. Ao longo do século 19, o fado começou a ser incorporado nos eventos culturais lisboetas, com destaque para o carnaval; depois foi explorado pelo Teatro de Revista, gênero dramático criado na capital portuguesa. Em 1930, o estilo musical foi profissionalizado com o surgimento das primeiras companhias fadistas. Não demorou muito para ganhar também o rádio, tornando-se popular não apenas em todo o território de Portugal como também em outros países. O reconhecimento oficial como patrimônio cultural português, entretanto, veio apenas nos anos 1980. Em 2011, houve também o reconhecimento oficial internacional, quando o fado foi considerado Patrimônio Cultural e Imaterial da Humanidade pela Unesco.    
A publicação on-line do Arquivo Sonoro Digital em acesso integral representa um momento histórico. Esta é a primeira colecção de fonogramas disponível on-line, a partir de um dos maiores acervos de fonogramas existente no país.
Consubstanciando um dos compromissos estratégicos do Plano de Salvaguarda da candidatura do Fado à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade (UNESCO), o Arquivo Sonoro Digital do Museu do Fado disponibiliza on-line os registos sonoros dos fados gravados desde o início do século XX.
Desenvolvido através de uma parceria entre o Museu do Fado (Câmara Municipal de Lisboa – EGEAC) e o Instituto de Etnomusicologia (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas -Universidade Nova de Lisboa), o Arquivo Sonoro Digital reúne milhares de registos de fados gravados, desde o início do século XX, consubstanciando-se no maior repositório histórico do som existente em Portugal.
Alojada no site do Museu do Fado, a base de dados do Arquivo permite a pesquisa remota, através da internet, de milhares de registos sonoros desde o início do século, até à implementação da gravação eléctrica, facultando a pesquisa integrada por intérprete e repertório.
Gravados em Lisboa, Porto, Paris, Berlim ou Rio de Janeiro – acusticamente ou em gravação eléctrica (posterior a 1927) – estes discos circularam e foram comercializados em Portugal entre 1900 e 1950.
Gradualmente, o Arquivo Sonoro Digital integrará ainda o registo das gravações existentes em diferentes colecções, públicas e privadas, junto das quais se procedeu a inventários preliminares no quadro da candidatura do Fado à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial (UNESCO). Neste domínio, a identificação sistemática de acervos relevantes para o estudo do Fado, na posse de distintas instituições, que o Museu do Fado e o Instituto de Etnomusicologia têm desenvolvido, permitiram já identificar mais de 30.000 repertórios associados ao Fado.
http://arquivosonoro.museudofado.pt   (via: museudofado, revistabula)  
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