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“AS CORES DOS AUTORES” 14 JULHO ‘14.30/16.30H’ UMA VIAGEM COM A DRA. MARIA MÁXIMA VAZ PELA GENUÍNA HISTÓRIA DOS “DOCES DO MOSTEIRO DE ODIVELAS”.

Written by on 13/07/2018

AS CORES DOS AUTORES.

Na tela da Rádio, Histórias, Conversas, Confidencias, Sensibilidades. Esculpindo Memórias.

Produz e Realiza JORGE GASPAR.

Emissão 29 – 14 Julho – 14.30/16.30h.

A Emissão de hoje dedicada à divulgação do livro da Dra. Maria Máxima Vaz,  “DOCES DO MOSTEIRO DE ODIVELAS”, recentemente lançado.

Uma viagem ao Mosteiro de Odivelas e à história dos doces conventuais, genuínos e confeccionados pelas monjas do Mosteiro.

«Não só comiam os doces, celebravam-nos também; desferiam a condescendente lira em sua honra, pois guloseimas houve que mereceram décimas laudatórias, odes, idílios e até sonetos ….»

 (Gustavo de Matos Sequeira –  Jornalista, Escritor, Olissipógrafo e Político)

 

O Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo de Odivelas foi fundado pelo rei D. Dinis e destinou-o à ordem de Cister, para nele se acolherem filhas de famílias nobres, cujo futuro era incerto.

O rei D. Dinis dotou este mosteiro de muitos bens que davam rendimentos suficientes para as freiras terem uma vida de abundância, como tinham nos palácios de seus pais antes de virem para a vida de clausura.

Este mosteiro era a casa religiosa feminina mais rica do nosso país, facto reconhecido pelas outras comunidades, cujas Abadessas recomendavam às monjas que não fizessem grandes despesas, pois não eram tão ricas como as irmãs de Odivelas.

Na lista das doações que lhe foram feitas pelo rei D. Dinis, constam lagares, moinhos, fornos, vinhas, olivais, herdades, rendimentos de igrejas e capelas, e ainda importâncias em dinheiro.

No Mosteiro de S. Dinis começaram a instalar-se as freiras logo no ano seguinte ao lançamento da primeira pedra, ainda mal as obras tinham começado.

A construção iniciou-se no ano de 1295 e, segundo os cronistas, estariam terminadas em 1305.

 

 

As receitas dos doces que são este valioso Património foram-nos legadas pela monja cisterciense, D. Carolina Augusta de Castro e Silva, última religiosa a sair deste mosteiro de Odivelas.

A última abadessa desta comunidade, D. Bernardina Ascensão Correia faleceu em 1886.

Aqui vivia uma outra monja vinda do mosteiro Cisterciense do Mocambo na Madragoa e que não quis ficar nesta casa muito tempo, após o falecimento da Abadessa, tendo-se retirado em 1888 para uma casa sua, situada no Largo do Couto, onde viveu com a senhora D. Virgínia Adelaide Simões dos Santos até à morte, ocorrida em 1909.

Foi esta a religiosa que nos legou o manuscrito com as receitas que chegaram até nós e que foram guardadas pela dita senhora que a acompanhou e serviu nos últimos anos de vida.

 

Maria Máxima Vaz nasceu na Beira Alta e iniciou a vida escolar na cidade da Guarda.

Mudou-se para Lisboa a fim de ingressar na Universidade, tendo feito uma licenciatura e mestrado em História, na universidade Clássica e, posteriormente, doutoramento na FCSH da universidade Nova de Lisboa onde frequentou também um curso com o tema: No tempo de D. Dinis.

Exerceu a profissão docente no Ensino Secundário e na formação de professores.

De sua autoria estão publicadas as obras – Augusto Dias da Silva, o Sonho e a Obra e As Reformas Sociais da Primeira República.

Dedicou-se também à investigação da história local de que estão publicadas as obras – Por Terras de El-Rei D. Dinis, O Concelho de Odivelas, Memórias de um Povo, O Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo e Memórias de Olival Basto.

Tem participação noutros trabalhos em co-autoria.

É investigadora integrada, do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa.