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ÓPERA “LA TRAVIATA” DE VERDI NO TEATRO NACIONAL S. CARLOS DE 14 A 18 JUNHO.

Written by on 13/06/2018

“La Traviata”, ópera em três atos, é uma das “mais populares” e omnipresentes do repertório, e “uma das mais amadas de Verdi”, apesar de uma “pouco auspiciosa estreia”, em março de 1853, no Teatro La Fenice, em Veneza, superada na segunda representação, no ano seguinte, como lembra o Teatro de S. Carlos.

Com libreto de Francesco Maria Piave, a partir do romance “A Dama das Camélias”, de Alexandre Dumas filho, “La Traviata” está “repleta de grandes melodias”, salientando-se o coro “Bridinisi Libiamo, ne’lieti calici'” e a ária “Sempre libera”, lê-se na apresentação da obra.

A produção que é levada ao palco do S. Carlos é “fiel ao espírito do Segundo Império Francês [1850-1875], e destaca-se em termos visuais pela sua elegância, apurado uso das cores e perfeito sentido arquitetural de formas e volumes”, garante o teatro.

Pier Luigi Pizzi é “um dos nomes inultrapassáveis na história da encenação do teatro de ópera contemporâneo”, afirma o Teatro Nacional de S. Carlos, na apresentação desta versão.

O encenador iniciou-se como figurinista em Génova, em 1951, aos 21 anos, tendo desde então trabalhado na produção operática de teatros como o La Scala, em Milão, e o La Fenice, em Veneza, a Arena de Verona, a Ópera Estatal de Viena, a Ópera de Paris e a Royal Opera House, no Covent Garden, em Londres, a Ópera da Baviera, em Munique.

No seu percurso destacam-se produções como “Maria Stuarda”, de Donizetti, com o maestro Francesco Molinari-Pradelli, “A Valquíria”, de Wagner, com Wolfgang Sawallisch, “Aida”, de Verdi, com Claudio Abbado, e “Così fan tutte”, de Mozart, com Karl Böhm, em palcos de Verona, Milão ou Viena.

“Hippolyte et Aricie”, de rameau, para o festival de Aix-en-Provence, com John Eliot Gardiner, e “L’Orfeo”, de Monteverdi, com William Christie e Les Arts Florissants, são outras produções mais recentes de Pier Luigi Pizzi.

Para “La Traviata”, que se apresenta em Lisboa, Pizzi, além da encenação, assina também a cenografia e os figurinos.

Quanto a Michele Gamba, o maestro que vai dirigir a Orquestra Sinfónica Portuguesa no fecho da temporada lírica, é natural de Milão, onde estudou piano e composição no Conservatório Giuseppe Verdi e onde aperfeiçoou a técnica de piano com Maria Tipo.

Estreou-se como maestro, em 2009, no Royal Festival Hall, em Londres. Em 2012, iniciou a sua colaboração com a Royal Opera House, Covent Garden. Em 2015 foi convidado por Daniel Barenboim a fazer parte dos quadros da Ópera Estatal de Berlim, como ‘kapellmeister’ e seu assistente. Em março de 2016, estreou-se no Teatro Alla Scala, de Milão.

O papel de Alfredo Germont é entregue ao tenor português Luís Gomes, uma “estrela em ascensão que aqui faz a sua estreia na temporada lírica” do S. Carlos, segundo nota do teatro.

Constituem ainda o elenco, os barítonos Giovanni Meoni, Alan Opie e Mário Redondo, a meio-soprano Carolina Figueiredo, a soprano Joana Seara, os baixos João Merino, João Oliveira, João Rosa e Costa Campos, e os tenores Diocleciano Pereira e João Cipriano.

O musicólogo e compositor Alexandre Delgado trinta minutos antes de cada récita, no salão nobre do S. Carlos, fará uma breve apresentação do drama, que tem como pano de fundo a ligação do escritor Alexandre Dumas filho com a parisiense Marie Duplessis.

“La Traviata” vai estar em cena no palco lírico lisboeta, nos dias 11, 14, 16 e 18 de junho, depois da récita de estreia no sábado, dia 09.

Neste dia, será inaugurada, no vestíbulo do teatro, uma exposição sobre a história das representações de “La Traviata” em São Carlos, com destaque para a “inextricável e mítica apresentação de Maria Callas, em 1958, considerada por muitos a sua melhor atuação como ‘Violetta'”, segundo o teatro.

Ao longo dos anos, “La Traviata” foi cantada “neste palco por nomes maiores como Renata Tebaldi, Renata Scotto e Joan Sutherland”, recorda o programa do S. Carlos.

 

 

 

Direção Musical Michele Gamba
Encenação, Cenografia e Figurinos Pier Luigi Pizzi
Reposição de Encenação, Desenho de luz Massimo Gasparon

Violetta Valéry Ekaterina Bakanova
Alfredo Germont Ivan Magrì (9, 11, 14 e 18 jun), Luís Gomes (16 jun)
Giorgio Germont Alan Opie
Annina Carolina Figueiredo
Flora Bervoix Joana Seara
Barão Douphol Mário Redondo
Marquês dObigny João Merino
Dr. Grenvil João Oliveira
Giuseppe Diocleciano Pereira
Gastone João Cipriano
Comissário João Rosa
Servo Costa Campos

Coro Teatro Nacional de São Carlos
Maestro Titular Giovanni Andreoli

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Maestrina Titular Joana Carneiro

(via: Comunidade Cultura e Arte, dn, Teatro Nacional S. Carlos)