“SEXTANTE” RENOVADA PROMETE DIVULGAR NOTÁVEIS ESCRITORES CONTEMPORÂNEOS.

Escrito por em 16/05/2018

Cumpridos dez anos, a Sextante recebeu um “novo sopro”. Com uma nova linha editorial, que se estruturará sobre dois pilares, a editora promete trazer à livrarias os “tesouros” perdidos da literatura.

Cumpridos dez anos da sua fundação, e depois de um curto interregno, a Sextante está de volta com uma nova linha editorial que promete trazer às livrarias “notáveis escritores contemporâneos” — no seguimento do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido desde 2007 — e os “tesouros” perdidos da literatura mundial. Os primeiros cinco títulos estão disponíveis a partir do final desta semana, e espelham bem o que pretende ser esta Sextante “renascida”.

Durante a apresentação da nova Sextante, esta terça-feira, em Lisboa, o editor João Rodrigues explicou que, “cumpridos dez anos de atividade editorial”, estava na altura de “imprimir um novo sopro” à editora, fundada em 2007 e desde 2010 parte do grupo Porto Editora. Assim, a partir de agora, o catálogo da editora assentará em “dois pilares principais”: uma coleção de autores estrangeiros contemporâneos, uma aposta da Sextante desde a sua criação, e uma outra de grandes “romances populares” da literatura mundial, que fazem parte do imaginário de muitos leitores.

Da primeira, serão publicados, já esta semana, três títulos: Calibre 22, o novo livro do brasileiro Rubem Fonseca, O Mar, a obra maior do irlandês John Banville, que lhe valeu o Man Booker Prize em 2005, e Aquiles, romance póstumo do mexicano Carlos Fuentes. Até ao final do ano, a editora promete publicar muitos outros, de autores como Ismail Kadaré, Patrick Modiano, Dasa Drndic, Ralf Rothmann  e Donald Ray Pollock, alguns deles inéditos em Portugal.
Em relação à segunda, uma coleção intitulada “Biblioteca dos Tesouros”, serão editados dois livros famosos: Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas, e A Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson. Tanto um como outro incluem as versões integrais dos textos originais, novas traduções e ilustrações da época (no caso de A Ilha do Tesouro, foram reproduzidas os desenhos da primeira edição). Todas as obras da “Biblioteca dos Tesouros” terão edições cuidadas, em capa dura. O objetivo é, nas palavras da editora, “dar aos leitores acesso a livros de qualidade, que os aliciem, entusiasmem e desafiem”.

 

(via: observador)


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