Current track
Title
Artist

Background

“AS CORES DOS AUTORES” 7 ABRIL – 14.30/16.30H – GEORGINA CAÇADOR. VIVE COM PRAZER DE BRINCAR COM AS PALAVRAS.

Written by on 05/04/2018

AS CORES DOS AUTORES.

Na tela da Rádio, Histórias, Conversas, Percursos, Ideias, Confidencias, Sensibilidades. Esculpindo Memórias. Em Estampa, sonora.

Produz e Realiza JORGE GASPAR.

Emissão 15 – 7 Abril – 14.30/16.30h.

Na Emissão de hoje, conversando com  GEORGINA CAÇADOR.  Brincando com as palavras, acaba de lançar “Portugal a Dois Tempos” que se segue a “VIVEIRO DE PALAVRAS”.
De Coruche e visitando a NTR, com a certeza que sabe que faz o melhor que sabe.
UM NADA

O desejo veemente
De agarrar a vida
E andar em frente,
É por demais expandido.
Saber que cada dia se vai saber mais,

É uma riqueza,
Fique bem entendido.

Agarrar o mesmo, o torpe,
O ser mais um no rebanho
É uma tristeza
Com certeza.

Hoje eu sou um ninguém,
Um não saber de nada
Nem nada e porém,
Que vontade tenho eu,
De ser alguém.

 

GEORGINA CAÇADOR

 

 

Nascida num dia quente e seco de Julho de 1963. A guerra estava ao rubro, Salazar no poder.

A infância foi como a de todos. Sem livros, mas com histórias contadas pelos avós; sem brinquedos, mas com espaço para sonhar. Com o pouco que era de todos.

Estudei até ao 11.º ano. Na altura já não existia mais na minha terra.

Casei, fui para Lisboa, tive 5 filhos, dois estão vivos. Divorciei-me e voltei à povoação onde nasci, à procura de qualidade de vida para criar os meus filhos.

Fiz formação profissional e o 12.º ano. Entrei na Universidade Aberta, no curso de História.

Sou costureira, modelista, e costureira de têxteis decorativos, certificada pelo extinto CIVEC.

Trabalho, amo, choro, rio-me de mim, da vida, para a vida. Enfim, vivo.

Escrevi o primeiro poema com 12 anos. Uma noite de temporal que me agredia a sensibilidade. Depois nunca mais parei.

No tempo que vivi em Lisboa escrevi um poema. Demorei 14 anos a escrevê-lo e terminá-lo. Foi uma loucura.

Percebi que não escrever é terrível. É renegar um sopro de vida que faz a diferença no todo.

Agora escrevo porque gosto, porque brincar com as palavras me dá prazer.

Vários poemas publicados em Antologias em Portugal e no Brasil.

Por publicar ficam mais três livros de poesia, um de crónicas, dois contos infantis. “Ecos da Charneca” é o último livro que está em acabamento.

Esta sou eu.

Georgina Caçador