“AS CORES DOS AUTORES” 14.30/16.30H – A ARTE DE ESCREVER – NA LIBERDADE A PALAVRA E A VOZ DE MÁRIO MÁXIMO.

Escrito por em 08/02/2018

AS CORES DOS AUTORES.

Na tela da Rádio, Histórias, Conversas, Percursos, Ideias, Confidencias, Sensibilidades. Esculpindo Memórias. Em Estampa, sonora.

Produz e Realiza JORGE GASPAR.

Emissão 9. – 10 Fevereiro – 14.30/16.30h.

A visita do Dr. Mário Máximo, a propósito do seu livro de poesia ” A Era dos Versos” acabado de lançar. Um livro que é o reínicio do percurso literário e poético do Autor.

Um livro que confirma a sua sensação de liberdade. De moto próprio.

Um livro onde a poesia é o lugar onde encontra todas as fés e todos os perigos.

Um livro em que a poesia é o lugar onde se entrega ao futuro. O lugar em que confia.

E como na poesia de Mário Máximo há o antes e o depois , falaremos também de “POEMAS ESCOLHIDOS – 30 ANOS DE POESIA”. Que arruma o devir poético escrito e publicado entre 1986 e 2016.

Iremos também ao encontro do nosso grande Poeta “Luís Vaz de Camões” no seu livro “O Heterónimo de Camões”

 

O Heterónimo de Camões está escrito na primeira pessoa. Apenas o último capítulo tem uma estrutura narrativa. Não se trata de um romance histórico nem pretende constituir tese nessa disciplina. Diga-se, aliás, que aquilo que a história nos ensina acerca de Luís Vaz de Camões é, em boa parte, uma perfeita ficção.

Com efetivo rigor, pouco sabemos do poeta que se tornou símbolo da língua portuguesa e das culturas que a partir dessa génese se espalharam pelo mundo. Nas páginas deste livro, encontramos um exercício de autointerpretação a que o poeta maior se submete de moto próprio.

E esse exercício assume a forma de uma demanda permanente, por vezes obsessiva. Ele chega a perceber, a dado ponto, que nada controla na sua vida e que a realidade exterior o influencia de forma inapelável. A dúvida quanto a quase tudo exaspera-o. Olha essa dúvida como se olhasse um destino ou uma condenação.

Luís Vaz de Camões vagueia pelos lugares, pelos sentimentos e pela literatura, tentando encontrar uma justificação para o trajeto de vida e para si mesmo. Os personagens femininos tomam predominância em tal percurso. No esforço de autoanálise que empreende chega a confrontar-se com a existência de um outro ser (Existencial? Literário?) dentro de si. O heterónimo que jamais enunciará.

E porque a Arte e a Literatura têm merecido um lugar de eleição no trabalho de Mário Máximo, falaremos do seu papel de divulgação na Lusofonia, destacando o prémio recebido na Gala dos Prémios da Lusofonia que decorreu a 2 de setembro de 2017,  no Auditório Municipal Ruy de Carvalho, em Carnaxide.

Em Portugal, estão presentes todas as diásporas da língua portuguesa. Diásporas que têm a grande virtude de mostrarem (cada uma delas o faz de modo constante, assertivo e esclarecido) as respetivas tradições, virtualidades, talentos e visões de futuro.

A GALA DOS PRÉMIOS DA LUSOFONIA realça o papel de algumas das mulheres e dos homens que mais e melhor têm representado essa vontade indómita de tornar mais competitiva e mais atrativa a imagem da lusofonia em todo o mundo. Há uma missão de serviço público universal à lusofonia que se torna fundamental entender e reconhecer. Existe uma intensa interatividade entre todos os países de expressão oficial portuguesa.

Os PRÉMIOS DA LUSOFONIA constituem, por isso mesmo, um momento de grande celebração da cidadania qualificada da língua portuguesa e do ideal da lusofonia. Foram galardoados nomes como Ruy de Carvalho, Adelaide Ferreira, Celina Pereira, Lauro Moreira, Luís Costa, Hélder de Oliveira, Gabriel Baguet, José Mussuaili, Jorge Humberto, Fernando Corrêa dos Santos, Roselyn Silva, José Lobato, Isabel Ferreira, Clavel, Mário Máximo, Delmar Maia Gonçalves, Tony Tcheka, Lopito Feijóo K., Nadir Tati, Andrea Zamorano, Goretti Pina e Paula de Carvalho.

Finalmente e complementando o papel relevante na Lusofonia, o destaque para a criação do  Instituto do Mundo Lusófono (IMLus), lançado na universidade da Sorbonne em Paris, uma plataforma que pretende ser uma “vitrina da lusofonia”, referido na apresentação pela presidente Isabelle de Oliveira.

O Instituto do Mundo Lusófono, criado em finais de 2015, foi apresentado no primeiro Congresso da Lusofonia e da Francofonia, em Paris, tendo como embaixadora a escritora Alice Vieira e como madrinha a deputada Maria de Belém Roseira.

O instituto vai juntar parceiros económicos, universidades e agentes da cultura dos países lusófonos mas, para já, é apenas de uma plataforma digital e a sua sede física deverá ser inaugurada dentro de um ano em Paris, de acordo com Isabelle de Oliveira, que também organizou o congresso.

O congresso contou com debates sobre economia, diplomacia cultural, imprensa, política e literatura, na presença do ex-presidente da Comissão Europeia José Manuel Durão Barroso, do vice-presidente da Assembleia da República José Manuel Pureza, dos escritores Richard Zimler, Germano Vera Cruz, Manuel Rui Monteiro e Mário Máximo, entre vários outros nomes.

Mário Máximo. Na linguagem e na escrita, na Arte, Literatura e sua divulgação, a Liberdade.


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